Curitiba

Centro de Mídia Independente

O perverso teatro da Oligarquia.

Por MPL-Curitiba

Insistir na negação que há insuficiência na frota do transporte coletivo, ajustar este déficit da frota com tabelas de horários mais rigorosos para os motoristas cumprirem e aumentar a velocidade média dos ônibus continua a resultar em qualquer coisa diferente de pontualidade, conforto, segurança e mobilidade à população. Ao contrario disso, os acidentes são cada vez mais catastróficos e quem paga com suas vidas é a população de Curitiba e Região metropolitana.

No domingo, 23 de dezembro, no bairro Rebouças, um ônibus ligeirinho da linha Barreirinha/São José descia a Avenida Silva Jardim, e ao cruzar a rua Conselheiro Laurindo, colidiu contra uma caminhonete, invadindo o estacionamento de uma loja. O acidente envolveu 10 veículos e deixou 19 pessoas feridas, entre elas o motorista da caminhonete.
Em novembro, um acidente entre carro e ônibus deixou um morto e um ferido por volta das 5h30 da sexta-feira (23), no Centro de Curitiba. A colisão ocorreu entre as ruas André de Barros e Travessa da Lapa.
O mês de Outubro foi marcado pelo acidente que aconteceu no início da manhã da terça-feira (16), no cruzamento da Rua Cruz Machado com a Alameda Doutor Muricy, no Centro de Curitiba. A batida envolveu dois ônibus e uma motocicleta. Nove pessoas feridas foram hospitalizadas.

A precarização no Transporte Coletivo Modelo de Curitiba tem ocorrido em suas mais diversas características, mas a que mais chama a atenção é a questão da segurança.
Prejudicada pelo contrato da licitação fraudulenta, a segurança dos cidadãos vem se tornando totalmente secundária em relação à maravilhosa estética do Transporte Coletivo Modelo de Curitiba. Esta licitação exigiu aumento da velocidade média dos ônibus, para que haja maior transporte de passageiros, sem necessidade de investimentos como aumento de frota e de trabalhadores para o sistema.

Com isso, a frequência dos acidentes aumentou bastante, colocando em risco pedestres, ciclistas, motociclistas, usuários de ônibus e até usuários de automóveis.
Embora a frequência tenha aumentado, as notícias repassadas pelas grandes mídias dão conta de que a culpa jamais é do Transporte Coletivo Modelo, e sim das vítimas, geralmente fatais. Sempre paira a dúvida sobre sinal, se estava vermelho ou amarelo, para um e para outro e, apesar de Curitiba estar infestada de câmeras, nestes casos não há registros de imagens, mesmo se tratando de locais com alta frequência de acidentes.

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