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Fora Xstrata Tintaya! exigem trabalhadores no Peru

por Cmi-Curitiba
No dia 28 de maio, após confrontos violentos, mineiros peruanos deram início à greve geral, prevista para durar oito dias.
Os trabalhadores exigem a retirada da multinacional canadense Xstrata Tintaya, responsável pela contaminação de dois rios vitais.
Em Espinar, a greve é resultado de lutas sucessivas. Desde o final de 2011, a população da região de Cajamarca, norte do país, realizou mobilizações em repúdio ao projeto Conga e à tentativa de implantação da mineradora Yanacocha na região. No dia 4 de dezembro de 2011, o governo chegou a decretar “estado de emergência, visto a intensificação da luta popular.

Ollanta Humala, prefeito de Espinar, com o propósito de criminalizar os mineiros, disse ao monopólio das comunicações que atrás do movimento atuam “grupos violentos que promovem uma reivindicação extremista”.

A crise entre governo e população em torno do projeto Conga e os acontecimentos na província de Espinar, ao sul do Peru, com quatro civis mortos e dezenas de feridos no protesto contra a mineradora suíça Xtrata há duas semanas, chegou ao Congresso e gerou três baixas nos últimos dias na bancada Gana Peru, que dá sustentação ao governo de Ollanta Humala.

Novamente, a história se repete. Os interesses populares são aviltados em detrimento da manutenção de corporações, responsáveis pela depredação do meio e das relações sociais. O que resta aos trabalhadores: esperar o triunfo e a benevolência das instituições? Solidariedade à greve dos mineiros peruanos!

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