Curitiba

Centro de Mídia Independente


Após uma rodada de apresentação e informes diversos @ militante do
MPL-Curitiba foi iniciada a exposição do projeto de Parceria Público
Popular de Tarifa Zero - PPPop-Tz.

Uma fase introdutória para construção do projeto veio dos anos de acúmulo
do movimento passe livre de curitiba que se debruçou durante esses 9 anos
de militância sobre as especificidades da capital paranaense e seu projeto
urbanístico.

OBJETIVO

Formação da classe trabalhadora sobre a importância do transporte coletivo
como vetor direto da conservação da pobreza e aprofundamento das
desigualdades sociais.

A CONJUNTURA
O conceito de mobilidade urbana tem estado no foco de movimentos efêmeros
ligados, principalmente, a estilo de vida que não corrobora com a posição
assumida pelo MPL-Curitiba.

Essa linha com corte bem definido pela luta de classes a partir da crítica
ao sistema de transporte coletivo é o alvo para se expor as contradições
endógenas da exploração homem pelo homem.

É nessa perspectiva que o movimento integra, junto a outras várias
organizações, a luta pela gratuidade no transporte coletivo.


CONTRADIÇÕES ECONÔMICAS DA EXPLORAÇÃO DA MOBILIDADE
Elementos para composição do PPPop-Tz.

Importante analisar as contradições vindas do projeto vale transporte.
Implementado na metade dos anos oitenta pelo engenheiro Affonso Camargo. O
que parecia ser uma conquista popular na verdade era um grande golpe.
Inaugurou, assim, o empreendedorismo privado na vida pública ou expertise
do golpe ao trabalhador.

A regressão tributária é um fator preponderante em contraste com a tarifa
do transporte coletivo. Grande parte da carga tributária é paga pelos
que ganham salário mínimo. Segundo dados do DIEESE 50% do
rendimento dessas famílias são para os tributos cobrados pelo governo.
Por outro lado, o IPEA aponta que famílias com ganhos superiores a trinta
salários minimo gastam em torno de 25% de seu rendimento com impostos do
estado, podendo chegar a 10%.

Sistema autogestionário.
Notamos a impossibilidade dos sistema autogestionário nos conselhos de
fábrica graças ao sistema capitalista que tem conseguido se reorganizar
economicamente e destruir iniciativas populares. Ressaltamos o caso das
fábricas ocupadas nos anos 2000 na Argentina.

Sistema Liberal X Planificação da economia
A planificação da economia seria uma alternativa ao sistema de
competitividade do mercado. Nesse ponto, entendemos que existem
implicações como por exemplo: não havendo mercado e competitividade alguns
economistas apontam a falta de precificação dos produtos como entrave para
o cálculo da demanda necessária a ser produzida.

Autogestão, realizada pelo MTD argentino (movimento dos trabalhadores
desempregados), marcou as experiências libertárias em que o próprio
trabalhador produz e determina a comercialização de maneira cooperativada
sem a figura do patrão.

Outro ponto ser considerado para a construção do PPPop-Tz foi o
corporativismo fisiologista em oposição ao universalismo no interior dos movimentos sociais. Os exemplos mais
próximos são:
-Movimento feminista como guerra contra um gênero e não como emancipação feminina;
-Movimento étnico com a guerra contra uma etnia e não como emancipação feminina;
-Movimento de luta pelo transporte coletivo: Tarifa Zero X Passe Livre
Estudantil

No projeto ‘Metro Curitibano’, desde 2007 apreciado pelo MPL-Curitiba com
todo cuidado, detectamos mais um golpe bilionário pro trabalhador assim
como denunciado por nós a licitação fraudulenta do transporte coletivo de
Curitiba.

Esses são os elementos constituinte para o forjamento da proposta de
Tarifa zero d MPL-Curitiba.

POR QUÊ P.P.Pop.-T.z.?
PPP (parceria público privada) é mais uma ferramenta vinda do
empreendedorismo privado pra instância pública com a finalidade única de
privatização. Esse processo de privatização teve seu auge no governo de
FHC. As Parcerias Público-Privadas (PPPs) surgiram na Inglaterra, no
início da década de 1990, com um Programa Governamental de Incentivo ao
Investimento Privado no Setor Público ? Private Finance Initiative (PFI).
A partir de então, os demais países do Reino Unido e, em seqüência,
Canadá, Portugal, Chile, Itália, Alemanha,
África do Sul, dentre outros e com sucesso, implementaram semelhantes
programas. Hoje, mais de vinte países adotam o sistema. O projeto da
parceria público-privada foi implementado pelo Governo Lula em 2004 e
criou seu próprio modo de operar a tão difamada privatização sem levantar
muita insatisfação.
Atenção que devemos ter está na taxa interna de retorno (TIR) onde são
hiperfaturadas. Essa supervalorização das TIR é inclusive alvo de
processos movidos pelo MPL-Curitiba, no âmbito da PPP do Metrô Curitibano.

Pela falta de espaço sofrida pelo MPL-Curitiba tanto nas universidades da
cidade, quanto com os movimentos sociais ligados à alguma tendência
político-partidária enxergamos a ocasião do PMI (procedimento de
manifestação de interesse) - etapa que antecede o edital de de licitação
da PPP - uma oportunidade de divulgarmos nossa proposta de alternativa de
modal e gestão de sistema de transporte coletivo. Essa estratégia foi
reconhecida por professores de economia da UFBA como única até então por
inverter a lógica tecnicista de privatização em politização em torno do
direito de ir e vir.
O MPL-Curitiba foi óbviamente desclassificado pela prefeitura que não
apresentou formalmente quaisquer justificativas, mas conseguiu notoriedade
pela pretensão à concorrência a um edital bilhonário de licitação junto a
gigantes empreiteiras.

JUSTIICATIVA DO PPPo-Tz
Ressaltamos que o formato apresentado seguiu rigorasamente as
especificações exigidas para a concorrência ao edital de licitação do
projeto metro curitibano.
Damos destaque e importância vital ao plano de construção popular do PPPop-Tz contido no
anexo-1.

PROPOSTAS DO PPPop-Tz
-Não haverá dispensa dos cobradores já que essa função passará a não mais
existir e os mesmos serão realocados nas funções de motorista, fiscais e
trabalhos administrativos;
-Quem pagará pra que o sistema rode é a parcela mais abastada da
população. Os 15% das famílias detentora dos 90% das riquezas nacionais.
Uma mini reforma tributária advinda do imposto progressivo (paga mais quem
tem mais; paga menos quem tem menos; não paga quem não tem);
-A frota é recuperada pelo município e municipalizada. A gestão é feita
por uma cooperativa de trabalhadores autogestionada. O sistema de
circulação da frota feita por uma comissão municipal do transporte (CMT)
que terá membros das associações de bairro, sindicatos, cooperativa e
associações de trabalhadores e prefeitura paritariamente;
-Marca-se o fim da figura do mega-empresário do transporte coletivo;
-Fim dos benefícios fiscais para transnacionais.

DIVERGÊNCIAS DO PPPop-Tz COM DEMAIS MPLs
O MPL-Curitiba nota que outras propostas de tarifa zero não indicam de
fato como iriam sustentar o fundo de transporte para que o sistema de
ônibus aconteça resultam em mais impostos para aquela parcela da população
que mais paga impostos e menos recebe salário. A isso cunhamos a
terminologia ‘gratuísmo’ que se passa por uma gratuidade quando na verdade
conserva o antigo sistema de lucro dos empresários do transporte coletivo.
A Existe ainda a proposta de tarifa zero, defendida por alguns, que mantém
a figura do empresário de ônibus que explora o direito de mobilidade da
população com se fosse um negócio.

Link

Mobilização vem após aumento abusivo da passagem do transporte coletivo no último dia 11 de novembro. Na ocasião manifestantes alertavam a população transeunte sobre a mudança de critério na cobrança dos créditos no cartão transporte de passagem para reais; com isso usuários foram roubados sem que percebessem.

Na próxima segunda-feira (1º/12) a Rede Contra O Tarifaço se reúne na biblioteca pública para dar continuidade a campanha contra o abuso da tarifa do ônibus. O calçadão da Boca Maldita tem sido palco das mobilizações da Rede que na plenária de lançamento, no dia 27 de novembro, aprovou uma banca de coleta de abaixo assinado durante a semana a fim de apresentar insatisfação popular ao Ministério Público.

?O protesto é em repúdio a atitude da prefeitura que mais uma vez prioriza os altos lucros dos empresários em detrimento do péssimo serviço prestado à população dependente dos ônibus para sua mobilidade. Foi um ato grave para a democracia após manifestações de junho de 2013. O apartidarismo marca a Rede Contra o Tarifaço e cerca de 10 organizações já confirmaram presença. Também marcamos outro protesto, que ainda não definimos data, mas que será uma sequência deste, para exigir respostas da Câmara dos vereadores, URBS, Prefeitura e Ministério Público que já receberam nossa carta de repúdio ao aumento?, comenta Lg, militante da Frente de Ação Anarca Feminista.

No começo do mês, quando foi aprovada a nova tarifa, um grupo de militantes realizaram um ato em repúdio a nova tarifa nas galerias da câmara dos veradores. Além de palavras de ordem, os manifestantes portavam faixas e cartazes com frases como ?devemos derrubar a tarifa abusiva?, ?prefeitura favorece empresários do busão?.

Segundo Rato, manifestante ligada ao movimento Punk, o ato ?revelou a existência de pessoas que ainda não tinham a informação que houveram dois aumentos da tarifa em menos de uma semana?. Para a militante do MPL-Curitiba ?toda a população, todas as organizações da capital e região metropolitana devem repudiar com energia esse tipo de atitude da prefeitura?.

Reivindicações

A Rede Contra O Tarifaço tem como principal reivindicação a redução imediata da tarifa de R$ 2,85 para R$ 2,70 e congelamento, como sinal de compromisso da prefeitura com o movimento para então discutir alterativas para o sistema de transporte coletivo.

A médio prazo a rede defende o projeto de Tarifa Zero, PPPop-Tz (projeto de parceria público popular de tarifa zero). É o único projeto que discute de maneira popular uma alternativa para todo sistema de transporte coletivo. Por esse motivo a proposta tem dupla importância, segundo Claudete, militante pela luta do transporte na cidade de Rio Branco do Sul, região metropolitana, que ressalta a integração ampla, universal e irrestrita no transporte coletivo e direito à cidade.

O projeto só começou ser conhecido quando em 2013, o MPL-Curitiba deu entrada num projeto de TARIFA ZERO COMO CONSTRUÇÃO POPULAR, junto à PPP da prefeitura, na sessão pública de 26.08.13, quando foram recebidos projetos de mobilidade urbana e transporte coletivo para Curitiba. Foi aí que tomou força e a proposta cresceu.

?Não tenho dúvidas que o lançamento da Rede Contra O Tarifaço no dia 27 de novembro foi um ponto de discussão política sobre a situação do transporte coletivo na cidade, de ideias sobre alternativas para todo o sistema e um alerta importante aos políticos e empresários do transporte coletivo que a população a qualquer momento pode voltar às ruas como em Junho de 2013 e exigir mudanças profundas nos ônibus?, finaliza André Caon da Sociedad Peatonal.

Para maiores informações entre em contato pela página da Rede no Facebook:
https://www.facebook.com/pages/Rede-Contra-o-Tarifa%C3%A7o-Curitiba/1394805337476719

A seguir, o link para a íntegra do projeto PPPop-Tz:

https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

email: contraotarifaco@gmail.com

Matéria relacionada:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/11/537358.shtml

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/527940.shtml

Email:: cmicuritiba@riseup.net
URL:: blogs.midiaindependente.org/curitiba

[CMI-Curitiba] REDE CONTRA O TARIFAÇO 2014

protesto contra aumento
Um novo contexto atinge a luta CONTRA O TARIFAÇO 2014.
Na nova realidade, a população observa com atenção os resultados das revoltas de junho de 2013.

Percebe-se que nunca um prefeito teve em mãos tamanha quantidade de provas materiais da falência do Transporte Coletivo Modelo. Entretanto, acidentes, problemas de segurança, superlotação, planilhas forjadas, licitação fraudulenta, descumprimento de contrato e lockout não são suficientes para gerar uma atitude por parte do prefeito.

Novas negociatas da ?Mobilidade Urbana?.
Em termos de negociatas, a mobilidade urbana continua sendo o grande filé. A diferença é que agora há disputa entre cartéis: a máfia do busão deve perder parte de seu mercado cativo pela ação da máfia das empreiteiras, através da PPP do Metrô. A licitação fraudulenta dos ônibus significou a maior negociata de Curitiba nos últimos 50 anos (aproximadamente R$8,5Bi*). Já a negociata do metrô de cara demonstra a ganância do novo cartel, devendo superar este valor em 50%, embora sirva apenas a uma pequena faixa da cidade! Este novo cartel tem grande sofisticação devido a sua integração com cartéis históricos da indústria eletromecânica: Siemens e outras indústrias já negociam e fatiam mercado há mais de 100 anos. Enfim, o Transporte Coletivo ? filé da mobilidade urbana ? deveria render mais de R$ 8,5 Bi nas próximas 3 décadas somente para a máfia do busão, mas a entrada da máfia das empreiteiras deve majorar esta receita em 100% ou mais, dependendo apenas do furor pelo lucro. Como sabemos, almoço grátis não existe e a conta será paga diretamente pelo usuário, no preço da passagem, ou pelo usuário, através de subsídios que corroem o orçamento público e cortam os serviços sociais como saúde, educação, moradia, etc? (o ?gratuísmo?).
Enfim, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Por outro lado, coletivamente podemos enfrentar o bicho.

A conexão Metrô-Tarifaço.
Naturalmente, a prefeitura fechou as portas para um projeto de Tarifa Zero Popular colocado na PPP do Metrô. O PPPop-TZ (Parceria Público Popular do Tarifa Zero) foi barrado e sequer foi apresentado na audiência pública. Suas propostas iam da discussão do financiamento do sistema até a sua forma de operação, através de instâncias decisórias construídas pela base popular. É evidente que um projeto neste nível causou o desespero das forças interessadas somente no ?negócio da mobilidade urbana?. De forma injustificável, a prefeitura desclassificou o projeto para dar espaço a empresa Triunfo, concedendo-lhe irregularmente um crédito de R$ 3 milhões. São os tempos obscuros promovidos pelas ?engenharias financeiras?.
Mas isto não é óbice para nossa luta!
Metrô sim, mas só depois do Tarifa Zero.
O PPPop-TZ apresentado na PPP do Metrô introduz o Tarifa Zero POPULAR como um verdadeiro MODAL DE TRANSPORTE. O modal de metrô proposto por Ducci e continuado por Fruet atinge apenas uma pequena faixa da cidade, sobrepondo um eixo de transporte que já existe. Enfim, não se acrescenta praticamente nada. Já o PPPop-TZ impactaria radicalmente sobre a mobilidade urbana de TODA A CIDADE. Ademais, é preciso compreender que o PPPop-TZ não é incompatível com o Metrô, podendo ser construído dentro de uma realidade de TARIFA ZERO. Entretanto, a execução do projeto no formato atual significará mais pedágio urbano, maior custo na passagem e o que é pior: o sepultamento de um projeto racional de TARIFA ZERO no médio/curto prazo.
Nossa estratégia para 2014.
Na campanha contra o tarifaço 2014 faremos a discussão de um Tarifa Zero Popular e, dentro da linha do PPPop-TZ, demandamos inicialmente o CONGELAMENTO definitivo da tarifa no patamar igual ou inferior ao atual, para que se force a prefeitura a desenvolver e investir em alternativas de financiamento justas, ao mesmo tempo em que se faça uma rediscussão da operação do transporte, tudo através de uma discussão popular.
Acreditamos que o CONGELAMENTO definitivo será o mote para a discussão popular do Tarifa Zero, norteando-se pelo PPPop-TZ.
A população está convidada a protagonizar nesta luta, para desta forma conhecer o projeto que a prefeitura e as corporações cartelizadas lhe ocultaram.
* R$ 1Bi = 1.000 milhões

CMI-Brasil

O transporte coletivo não é público: é um grande negócio!

Todos os anos, celebramos o dia 26 de outubro como uma ocasião de luta. Essa data é importante porque remonta às mobilizações e conquistas da Revolta da Catraca de 2004 em Florianópolis, uma das lutas que deu origem ao Movimento Passe Livre. É preciso manter viva a memória para sempre lembrar que nossa luta não começou agora ? e que só vai terminar com o fim de todas as catracas.

Em Curitiba, logo nas primeiras semanas de instalação da CPI da URBS em 2013 (reivindicada pelo movimento por pelo menos 7 anos para que fosse instalada), o MPL-Curitiba denunciou fraude nas investigações, com uma bela tortada na cara do diretor da URBS que mentia há horas para a comissão de inquérito, o que nos rendeu uma série de perseguições políticas, violência policial, processos com celeridade invejável para os padrões nacionais e sentenças injustas à favor dos empresários denunciados por fraude e roubo do dinheiro público.

Desde 2005, o MPL-Curitiba denuncia sem trégua que o transporte coletivo em Curitiba não é público. Para os empresários de transporte coletivo, a falta de espaço no interior dos tubos e ônibus é um ótimo negócio: a prefeitura paga as empresas de ônibus através do cálculo misto entre quilômetro rodado e passageiro transportado, o que significa quanto mais passageiros elas enfiarem dentro de cada ônibus, mais dinheiro vão ganhar, com o menor custo possível. Para elas, é melhor que o ônibus passe pouco, e sempre muito lotado.

Não é à toa esse sistema que a concentra todos os passageiros em terminais espalhados em poucos locais na cidade. O prejuízo do usuário, forçado a pegar mais de um ônibus e a enfrentar uma fila enorme no terminal, representa lucro para o empresário, que ganha mais a cada vez que giramos catraca. Ao priorizar como única alternativa os terminais de ônibus, a população amarga muitas horas no deslocamento entre sua morada até o local do emprego. A integração entre as linhas de ônibus poderia ser feita a partir de qualquer local da cidade, caso a tarifa fosse ZERO. Há falta de lógica no atual sistema em que o passageiro atravessa a cidade de norte a sul para poder pagar apenas uma passagem a fim de realizar a integração entre linhas diferentes. Esse prejuízo em horas perdidas dentro dos ônibus é o lucro real dos empresários do transporte coletivo. O governo não consulta ninguém e atrapalha a vida de muita gente ao priorizar apenas os interesses empresariais.

Assim, o direito de ir e vir se transforma em uma mercadoria e deixa de ser um direito. Construido para sustentar os lucros de famílias riquíssimas essa mercadoria é vendida a um preço que a esmagadora maioria não pode pagar.

O tubo de ônibus é uma estrutura cara, ineficiente e responsável pelo adoecimento dos cobradores e passageiros sujeitos aos intemperes climáticos acentuados em seu interior e fora dele. Passageiros são obrigados a ficar em enormes filas para fora dos tubos que nunca comportaram o número de pessoas dentro dele. Ela só beneficia a estética para propagandear a cidade para quem não mora nela. Além disso, funciona como barreira que impede aqueles que constroem e fazem a cidade funcionar a cada dia de usufruir dela. Quem é excluído do transporte, porque não tem dinheiro para a passagem, é excluído da cidade; deixa de ter acesso a tudo aquilo que está a um ônibus de distância: a escola, o hospital, o centro cultural, a casa dos amigos e da família, um emprego, uma casa. Ao revogar o aumento da passagem em junho de 2013, derrubamos algumas pedras dessa gigante muralha, mas não podemos parar por aí! Enquanto o transporte tiver catraca, a cidade não será de todos. Nossa luta é pela Tarifa Zero, pelo projeto de parceria público popular, o PPPop-Tz!

Cobrar por um serviço que beneficia toda a cidade, como o transporte coletivo, só de quem usa (na maioria das vezes porque não tem outra opção) não é uma escolha técnica ou econômica. É uma decisão política: de quais interesses serão atendidos. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que Tarifa Zero é impossível, ao concorrermos com grandes grupos empresariais a licitação municipal do metrô curitibano com nossa proposta de PPPop-Tz negada pela prefeitura, nossa luta provará que eles estão errados.

Um transporte público de verdade não pode ser um impedimento para a gente sair de casa, seja porque não tem dinheiro, seja porque não quer enfrentar o sufoco dos ônibus e perder horas nas filas e no trânsito. Um transporte público de verdade é o que atende às necessidades da população, sem excluir quem não tem dinheiro. Somos nós, que usamos ônibus todo dia, que sabemos como é o transporte que queremos, por onde devem passar as linhas, quantos ônibus são necessários.

A suspensão do aumento da tarifa em 2014 foi só o começo! Em 17 de março de 2014, na ocasião da assembleia geral contra o tarifaço, na boca maldita, mostramos que é a população, quando se une, que manda no transporte e que se a gente não quiser, a tarifa não vai subir. Agora queremos mais! E não adianta esperar que quem lucra com nosso sufoco vai fazer algo para mudar ele: é só a nossa luta que vai fazer um transporte de fato público.

O Movimento Passe Livre Curitiba (MPL-Curitiba) é um movimento social autônomo, independente e apartidário que luta para que o transporte seja público de verdade: gerido fora da iniciativa privada, sem tarifa, sem tubos e nem catraca. Se queremos transformar o sistema de transporte e a cidade, não podemos esperar de braços cruzados. Por isso nos organizamos em nossos bairros e escolas para discutir os problemas do transporte e lutar, nem que para isso seja preciso sair às ruas, fechar avenidas, montar barricadas, ocupar terminais, furar tubos e pular catracas.

out.2014

MPL-CURITIBA

mplcuritiba@riseup.net
http://fureotubo.wordpress.com/

Na noite de domingo (19 de outubro), cerca de 100 chinchilas foram libertadas de um criadouro num sitío em Itapecerica da Serra (SP) por um grupo de ativistas da Frente de Libertação Animal (ALF, sua sigla em inglês). Recentemente foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um Projeto de Lei (PL) que “proíbe a criação e manutenção de animais com o intuito de usar sua pele”, e que precisa ser aprovado ou vetado pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin. A seguir, comunicado da ALF sobre a ação direta.
C o m u n i c a d o:
Não acreditamos em petições, em PL, em lei, não acreditamos em nada que seja relacionado ao estado opressor, pois no mundo onde vivemos, não existe justiça, e não a alcançaremos se não lutarmos com as nossas próprias mãos por ela! Sendo assim a ação direta é a nossa escolha, pois com ela acreditamos ao menos passar perto do termo LIBERTAÇÃO ANIMAL, uma vez que, enquanto respondemos essas perguntas, centenas de milhares de vidas estão sendo arrancadas pelas mãos do homem opressor, não podemos ficar simplesmente “aguardando” ou nos manifestando “pacificamente”, acreditando em promessas vazias e em engravatados do poder, que lucram com a morte de todos esses animais. Nós somos a avalanche, que vem derrubando os muros dessa sociedade doentia capitalista. Continuaremos salvando vidas, sendo livres, e livrando!
Se querem mesmo nos ajudar, pedimos que se organizem melhor, de forma descentralizada, autônoma e libertária, livres de qualquer tipo de preconceito, políticos e instituições do governo, livres de exposições desnecessárias nas redes sociais, pois sofremos uma enorme perseguição, afinal, somos quem fere os interesses econômicos do país, ou seja, somos o inimigo n° 1 do estado, portanto, devemos nos cuidar e cuidar de todos que lutam por essa causa!
Não aceitaríamos de maneira nenhuma dar uma entrevista ou sequer registraríamos uma ação desse tipo se não houvesse um único propósito, o de abrir os olhos da sociedade, pois a cada dia que passa, conhecemos mais e mais pessoas que simpatizam com a libertação animal, porém, ainda precisam de muita instrução para executarem ações bem sucedidas!
Gostaríamos de deixar claro que não estamos sozinhos. Em todo lugar do mundo existem células A.L.F., informe-se, converse apenas com pessoas de sua total confiança, forme a sua célula, não combine nenhuma ação ou algo do tipo via redes sociais, telefones celulares… existem outros meios de comunicação, a mais segura de todas continua sendo a conversa pessoalmente! Lembrando, apenas com pessoas de sua total confiança!
Lembrando que:
Nós não iremos alcançar a libertação animal de forma pacífica/passiva! As leis não favorecem nem a nós (animais humanos), Imaginem só esperar por leis que irão realmente favorecer a eles (animais não humanos)? Nós não iremos parar por aqui até que não exista mais exploração animal e da Terra. Portanto, não importa onde estivermos, estaremos resistindo e lutando por toda e qualquer forma de vida que ainda resta nesse planeta.
Sendo assim… só nos resta a LUTA.
Com amor…
Frente de Libertação Animal 
http://animal-abolicionismo.blogspot.com.br/

PERSPECTIVAS:
- FRAUDE DO BUSÃO (2010) DE R$ 8,6 BILHÕES - IMPUNE!
- SUPERFATURAMENTO DO METRÔ R$ 18 BILHÕES - IMPUNE!
- TORTADA DE DÉIZ REAL - CRIME!

[testa de ferro] Desde a ditadura no mesmo cargo
[testa de ferro] Desde a ditadura no mesmo cargo

revolucionária
revolucionária

Ontem, dia 6 de outubro, a MPL-Curitiba foi sentenciada culpada e condenada a pena judicial por denunciar roubo de mais de 8 Bilhões dos cofres municipais pelo conluio entre empresários do transporte coletivo (famílias Gulin, Bertoldi e Cury) e servidores públicos fraudadores de planilhas e contratos (Filla e companhia limitada/S.A.).

O mesmo judiciário que fecha os olhos para os mais de 20 toneladas de papel produzidos pela CPI da URBS que evidenciou fraude nos contratos e roubo a luz do dia tem celeridade recorde para julgar e condenar movimento social por tortada durante sessão da CPI em que o gestor público ladrão mentia a mais de quatro horas sem iluminar nenhuma das obscuridades questionadas.

Ao final da audiência de instrução e julgamento de ontem, o gestor ladrão acumulou mais um título de terrorista de estado ao passar pelo meio da manifestação, em frente ao judiciário e ameaçar a militância xinga-la de “vandalos, desocupados, que deveríamos sair algemados direto para o camburão” e prometer desdobramentos.

Não nos calaremos diante de todas as tentativas de coerção, ameaças e violência policial. Se agora estamos sendo perseguidas amanhã estaremos em frente de suas casas e denunciar seus roubos bilhonários, fraudes e terrorismo político.

Amanhã vai ser maior!

Email:: mplcuritiba@riseup.net
URL:: http://fureotubo.wordpress.com/

Em jogo: o metrô
Falta de visão de jogo e competência pode fazer com que a passagem seja mais cara

Editor:Dayane Saleh

Em um jogo truncado, o TCE (Tribunal de Contas do Paraná) determinou a suspensão da licitação do metrô curitibano. Quinze dias é o tempo que o tribunal cedeu para a Prefeitura responder sobre os questionamentos da suspensão.

Após o apito afinal, alguns movimentos e pessoas se manifestaram sobre o assunto. O MPL-Curitiba (Movimento Passe Livre) gritava contra o capitalismo e uma passagem do metrô mais cara que o normal. Aliás, normal no Brasil, terra de constantes superfaturamentos.

O preço do teto da passagem pode ser R$ 1,23 de acordo com os estudos do movimento. Estranho é isso não estar sendo comentado de maneira gritante. Essa diferença de R$ 2,55 para R$ 1,23 certamente vai pesar no bolso, tanto para ir ao estádio curtir o time do seu coração, quanto para ir trabalhar.

E assim como no final de uma partida de futebol na qual os técnicos dos times costumam tecer críticas para os árbitros, o líder da câmara de vereadores, Paulo Salamuni reclamava da ?barração? do TCE feita por detalhes. Ora, podem ser detalhes, mas é importante que essa suspensão feita pelo tribunal gere alguma reflexão, apesar dos questionamentos do TCE terem sido para uma direção que dá voltas e chega ao mesmo ponto.

Os ?técnicos? da licitação tem de aproveitar o momento e estudar o seu próprio time, para ver as brechas possíveis. Se dentro de campo o desentrosamento é visto na forma de licenciamentos expedidos por órgãos errados, falta de detalhamento no caminho do metrô e da Parceria Público Privada, fora dele existe a necessidade de um pensamento maior desse grupo, passar mais a bola e observar as jogadas de movimentos sociais.

Contudo, a Câmara ?fominha? aparentemente quer fazer a jogada sozinha. A campanha #ometroénosso é vista pela Câmara Municipal como aquele amigo que pede a bola, mas que não tem capacidade para fazer uma boa jogada. Segundo o MPL- Curitiba, desde o começo da licitação do metrô existiu uma tentativa de mostrar seus projetos para os vereadores, que bateram o escanteio para si mesmos.

Agora é esperar e cobrar o andamento da licitação do metrô, mas não basta apenas cobrar. Terá de ser com mais firmeza do que as torcidas gritam quando um time tem quatro derrotas seguidas, pois esse processo pode resultar em um novo ?licitaçãonazo? com 35 anos de pena.

Caminho

O metrô, a princípio, irá percorrer uma linha de 17,6 quilômetros entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul, passando por quinze estações. O transporte público de Curitiba, segundo o site da Prefeitura, comporta 45% de sua população, sendo que 70% dos usuários não vão para a região central.

http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/em-jogo-o-metro/

por mplcuritiba a_013

Desde o ano de 2010, o MPL-Curitiba encampou a luta pela desmistificação
dos três poderes como instâncias democráticas populares. Naquela ocasião
da licitação dos ônibus de transporte coletivo da capital, denunciamos a
formação de cartel, a falta de transparência no processo licitatório e o
valor exorbitante que seria repassado ao cartel.

As denúncias foram feitas na Prefeitura, Ministério Público Estadual,
Tribunal de Contas Estadual e Tribunal de Justiça do Paraná.

A própria prefeitura derrubou a impugnação ao edital direcionado.

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Logo após, junto a outras organizações, o MPL-Curitiba pressionou para que
fosse instalada a CPI do Transporte coletivo para termos acesso a
documentação do cartel, que era negada ao movimento popular, sobre a
planilha de custo para cálculo tarifário. Ao ceder à pressão popular,
vereadores instalam a CPI. Devido a manobras no grupo de trabalho de
investigação da CPI o MPL-Curitiba denuncia a comissão parlamentar de
inquérito como ilegítima, pois ao final dos trabalhos vinha blindar os
acusados isentando-os de serem inquiridos, ao participarem das sessões
como convidados.

As jornadas de Junho de 2013 tensionaram ainda mais os ânimos. O
MPL-Curitiba participa das raras audiências públicas da prefeitura sobre                                                                   a PPP do Metro Curitibano e denunciou, mais uma vez, o conluio entre
clãs empresariais e a bancada eleitoreira do transporte. Após última denúncia
feita pelo movimento popular diretamente ao Ministério Público Federal,                                                                 no mês de agosto de 2014, foi suspenso o edital de licitação do metro
avaliado em R$ 18 bilhões.

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A mídia omite o trabalho de mais de 3 anos do movimento popular no                                                     questionamento à farsa da PPP do Metrô, e constrói um herói artificial:                                                                  o TCE-Pr (aquele órgão estadual encarregado de fiscalizar licitações,                                                                 mas que frauda suas próprias licitações, tudo com cobertura e proteção                                                                do judiciário estadual – o TJ-Pr). O TCE-Pr interveio na licitação apenas                                                                   para evitar que a mesma fosse judicializada em âmbito federal, já que aí                                                            não seria controlado pelos clãs eleitoreiros e empresariais dos três poderes locais:                                           judiciário/legislativo/executivo paranaense.

Essa vitória é mais que uma suspensão de edital. É a luta direta contra os
tentáculos capitalistas. É a demonstração prática de resistência popular
nos processos de tomada de decisão daquilo que é público, frente às
crescentes privatizações através das PPPs (parceria público privada) que
despolitizam o debate, turvam a visão através de uma falsa transparência                                                      encoberta por cálculos complexos e transformam o que é público em privado,                                                       com aval pelo Estado.

A popular vitória parcial obtida através da suspensão do edital de
licitação marca o início do empoderamento das organizações populares
contra as famílias mafiosas milionárias locais e estrangeiras sobre o que
é nosso.
A seguir por essa estrada do poder popular fazemos o convite amplo à
população integrar a campanha o metrô é nosso (#OMETRÔÉNOSSO) e tomar                                                       em nossas mãos a decisão de um metrô para Curitiba e não para mega empreiteiros                                               e corporações transnacionais. Que esse processo seja
realmente acessível à população debater não apenas o modal de transporte
mas a mobilidade urbana e o direito à cidade como um todo.

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É importante salientar que as informações que passaremos ao longo da                                                       campanha #OMETRÔÉNOSSO não são e não serão repassadas pelas mídias                                                    financeirizadas tradicionais.
Ocorre uma disputa capitalista: Cartel dos Ônibus X Cartel do Metrô.
Num primeiro momento vemos a imprensa local abafar a impugnação popular,                                                          para promover o “heroísmo” do TCE-Pr. Nada se fala sobre o furo de R$ 6 bi                                                   denunciado pelo movimento popular na impugnação. Paralelamente a isso,                                                        esta imprensa promove a divulgação de estudos viciados onde o BRT                                                                (bus rapid transit ou cartel do busão) é implicitamente colocado como uma                                                     solução alternativa ao metrô. Acreditamos que nos próximos dias a grande                                                      imprensa pautará as informações em favor do Cartel do Metrô. Tudo isso é                                                          parte da estratégia de exclusão do debate popular, pois nesta guerra entre BRT                                                      e MetrÔ a importância das pessoas é secundária.
Existe de fato um 3o. modal: o Modal Tarifa Zero! É o mais barato, eficaz e                                                     justo. Sua proposta foi detalhada na PPP através do PPPop-TZ:                                                                    Parceria Público Popular Tarifa Zero.

Acompanhe a campanha pelos canais de comunicação independente do MPL-Curitiba:
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facebook: www.facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211…
Faça parte da construção do poder popular da cidade. Vem pra luta! Vem pra
rua!

METRÔ OU TARIFA ZERO? A RESPOSTA: AMBOS.
Acreditamos que o Metrô Curitibano deve existir dentro de uma realidade de TARIFA ZERO, tornando ainda mais urgente o trabalho de Curitiba na construção popular proposta na PPP do Metrô.

Obviamente a prefeitura será um obstáculo pois prefere desviar recursos para atender ao interesse dos cartéis nacionais de mega-empreiteiras e cartéis internacionais de metrô.
A verba federal deve vir para Curitiba, mas não com rúbrica marcada em favor das máfias do transporte e sim em favor do interesse popular.
Se não nos organizarmos popularmente pelo MODAL TARIFA ZERO E SUA CONSTRUÇÃO POPULAR, o desvio dos recursos da população será inevitável! São recursos valiosos que ao invés de ir para o MODAL TARIFA ZERO, com sobra para educação, moradia popular e saúde, serão dirigidos para a concentração de renda dos 1% mais ricos.
ENTENDA: O METRÔ SÓ É BOM SE FOR PARA CURITIBA E NÃO PARA CLÃS ELEITOREIROS E CORPORAÇÕES EMPRESARIAIS.
A seguir o link para o projeto do MODAL TARIFA ZERO:

https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

http://fureotubo.wordpress.com/2014/08/14/impugnacao-do-leilao-do-metro-curitibano/


NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PASSE ÚNICO.

O PASSE ÚNICO E A FALÁCIA DA DEMOCRACIA EM GUARAPUAVAO transporte coletivo urbano na cidade de Guarapuava sofre com o monopólio operado pela empresa Pérola Do Oeste por mais de 30 anos. Seus gestores são membros de famílias poderosas as quais constituem o cartel do transporte coletivo no Brasil, sendo que no Paraná somos reféns desse cartel operado por uma única família.

Indignados com o modo como é conduzida a gestão do transporte público e pelo elevado preço da tarifa de R$ 2,40, a população guarapuavana vai às ruas em julho de 2013 exigir o seu direito de ir e vir. O atual prefeito Cesar Silvestri Filho, em sua campanha eleitoreira havia prometido o Passe Livre aos estudantes da cidade, mas quando nos sentamos juntamente com outras entidades para discutir o Passe Livre, não fomos levados à sério, pois a principal preocupação do prefeito era ?quem vai pagar a conta??

A ideia do Passe Único surgiu desesperadamente a fim de conter os ânimos dos professores e dos movimentos sociais, os quais se submeteram em formar um Grupo de Trabalho para estudar as condições do transporte na cidade. Seguimos estudando planilhas fraudulentas, catracas não contabilizadas, tabelas rascunhadas, dentre outras inúmeras falcatruas, dando, assim, início ao circo da demagogia.

Nós do MPL Guarapuava sabíamos desde o início que montar uma comissão para estudar aquilo que deveria ser público (e que não era) e ainda participar de algum tipo de debate com uma empresa que está sob investigação pelo Ministério Público seria perca de tempo, mas, como somos também reféns da dita democracia, cientes de que para a construção da história do MPL na cidade dependeríamos de boa intenção e perseverança, nos submetemos à formação desse GT. RESULTADO: a patifaria de não termos uma Audiência Pública para a discussão dos resultados do relatório final apresentado pelo GT. A implantação do Passe Único mantém o lucro da Pérola. Antes o estudante pagava por dia R$ 2,40 com duas meias passagens. Agora a Prefeitura paga R$ 1,40 e o estudante R$ 1,00. Mantém-se o lucro ? mantém-se a fraude. O Estudante conquistou uma vitória, mas a democracia ainda se mostra frágil, SUBMISSA ao Executivo, e distante de abalar os ditames dos Monopólios.

O PASSE ÚNICO não foi um projeto discutido, mas implantado de forma autoritária pelo prefeito e pelos vereadores. A pressa de aprovar algo para amenizar a luta e aproveita-la como programa eleitoreiro, não dissimula o fato de o Passe Único ser um conquista do povo mediante as pressões realizadas nas três ocupações do Terminal da Fonte. Nós do MPL não somos contra o Passe Único, pois o consideramos um passo importante, mas repudiamos a democracia celebrada pelas mídias em torno dessa conquista que é do povo e não do Prefeito. Por um lado a mídia aplaude o prefeito pela dádiva. Por outro, movimentos que não fizeram parte dessa luta, que desacreditavam as manifestações, que não estiveram nelas, agora celebram ao lado do Prefeito a panaceia do PASSE ÚNICO.

Não tivemos espaço na mídia para revelarmos a real situação da tarifa, que nem valor estipulado pode ter, devido às fraudes deflagradas. Ninguém falou do nosso relatório. O Edony, presidente da câmara, não gostou; os opositores adoraram, mas se fizeram de desentendidos; os situacionistas não entenderam nada, pois aprovam qualquer coisa que venha da situação. Nós e as entidades que participaram e que incitaram essa discussão desde sua gênese, não fomos se quer consultados sobre o tal Passe Único. Não fomos informados da assembleia extraordinária mais rápida da história do transporte em Guarapuava, para aprovar o EDUCARD. A Rede Sul de Notícias não quis falar conosco. Não fomos convivas da festa no gabinete do prefeito. Não tiramos fotos ? Movemos a história de Guarapuava, mas ficamos fora dela.

Essa nota é de esclarecimento, pois quem dita as pautas dos protestos nas ruas de Guarapuava é o MPL. Nosso objetivo é a municipalidade do transporte coletivo urbano. Frotas municipais, gratuitas, geridas pelo município. Fim do cartel e do monopólio. Fim dos mega empresários. O Passe Único é uma vitória histórica para o movimento popular de luta pelo transporte coletivo, representado nas vozes da população pobre de Guarapuava.

O vereador Coronel Elcio Melhem está certo em seus presságios: ?se derem o Passe Único, logo logo terão de dar o Passe Livre?. Sua angústia se dá ao perceber que o retrocesso tem seus dias contados em Guarapuava.

NÓS VAMOS NOS FAZER OUVIR!

Guarapuava, 30 de julho de 2014.