Curitiba

Centro de Mídia Independente

http://anarcafeminista.blogspot.com.br/

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Não há ninguém melhor para simbolizar o festival de horrores que assolou o País: ele torturou, assassinou, mutilou cadáveres e tem orgulho de todas as abominações que cometeu. Conta isso com indisfarçável prazer, tintim por tintim.

A frase célebre de Karl Marx foi ligeiramente modificada no Brasil: aqui a ditadura militar começou como farsa, transmutou-se em tragédia e terminou reconvertida em farsa (com a redemocratização pela metade, incluindo a impunidade eterna dos carrascos do regime e seus mandantes).A formidável ‘ameaça comunista’ que ruiu quando um bando de ‘recrutas zeros’ saiu desfilando pela Dutra, sem que fosse disparado um único tiro, escancarou o quanto eram farsescos os pretexto para o golpe. O que não impede os ultradireitistas de, à falta de justificativa plausível, baterem até hoje na desafinada tecla da ‘contrarrevolução preventiva’.É como se um réu alegasse haver assassinado um desafeto porque este pretendia matá-lo caso surgisse uma oportunidade. Seria condenado num piscar de olhos, pois legítima defesa se dá contra atos, não contra supostas intenções.

E se o suposto assassino em potencial evidenciasse ser tão pusilânime e inofensivo quanto a esquerda se mostrou em abril de 1964 (1), pior ainda. A pena máxima se tornaria obrigatória.

Talvez tenha sido este o motivo de os jornalistas franceses receberem com chacotas o governador golpista Carlos Lacerda, quando o ‘corvo’ foi promover a quartelada pelas bandas de lá. Perguntaram-lhe o porquê de as revoluções sul-americanas terminarem sempre sem derramamento de sangue.

A resposta de Lacerda foi tão ferina (”é porque são iguais às luas de mel francesas”) que lhe valeu um discreto convite para retirar-se o quanto antes do país. Só que, ao se descontrolar e comprometer sua missão, ele passou recibo de que haviam colocado o dedo na ferida: a facilidade com que Mourão Filho pôs Goulart para correr simplesmente pulverizara a retórica fantasiosa dos farsantes. O espantalho tinha mesmo palha como recheio, e nada além de palha.

Mas, o que era farsa no dia da mentira em seguida se tornaria tragédia. O marco da mudança de espetáculo foi a tortura a céu aberto do sexagenário e já lendário dirigente comunista Gregório Bezerra, arrastado por uma praça de Recife com uma corda no pescoço e os pés em carne viva, pois haviam sido imersos em solução de bateria de carro.

A ditadura jamais foi branda, como a “Folha de S. Paulo” e Marco Antônio Villa querem fazer crer; ela dosava o uso da força de acordo com as necessidades de cada momento, mas sempre reagindo com contundência muito superior à das ações que se lhe opunham. Quando a resistência engatinhava, os militares barbarizavam menos; quando confrontados, fecharam o Congresso e colocaram o país sob estado de sítio, sem sequer terem a franqueza de dar nome aos bois.

Criam que bastava deterem o monopólio das versões, assegurado pela censura, para que as atrocidades fossem mantidas sob o tapete. Conseguiram parcialmente seu intento durante os 21 anos de arbítrio e também nos patéticos governos de José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. Os torturadores do regime militar pouco foram incomodados, inclusive em termos de exposição e execração públicas, até 1994.

Justiça seja feita, logo no seu primeiro ano de governo (1995) Fernando Henrique Cardoso instituiu a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, à qual viriam seguir-se, em 2001, a Comissão de Anistia; e, em 2011, a Comissão da Verdade, esta última por iniciativa de Dilma Rousseff.

Os esqueletos nunca mais pararam de sair dos armários, chocando os brasileiros civilizados com os relatos nus e crus das mais bestiais torturas (inclusive de crianças, para quebrar a resistência dos pais), de um sem-número de assassinatos maquilados em suicídios, confrontos ou tentativas de fuga (os mais emblemáticos foram os de Rubens Paiva e Vladimir Herzog), das execuções covardes de prisioneiros nos ‘aparelhos’ clandestinos da repressão e na campanha do Araguaia, dos frequentes estupros, da ocultação sistemática de cadáveres e outros horrores.

Como os totalitários empedernidos teimam em festejar o que seres humanos normais consideram motivo de opróbrio, sugiro-lhes a escolha do símbolo mais adequado para a efeméride.

Poderia ser o delegado Sergio Paranhos Fleury, aquele funcionário tão abnegado que até levava serviço para sítio, ou melhor, para o SÍTIO (2), se ele não tivesse mordido a mão do dono e, logo em seguida, casualmente se afogado ao cair do próprio barco.

Poderia também ser o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que acusa os outros de sufocarem a verdade quando ninguém tem tanta verdade escabrosa para esconder quanto ele próprio.

Mas, lembrando o velho bordão de que futebol é momento, neste instante não há ninguém melhor do que o coronel Paulo Malhães para simbolizar a ditadura de 1964/85.

Pois ele foi além dos seus antecessores ilustres: não só fez coisas abomináveis, como assume que as fez e orgulha-se de tê-las feito. Torturou, matou, mutilou e é com indisfarçável prazer que conta isso, tintim por tintim.

1 a esquerda saiu tão mal na foto em 1964 que entrou em parafuso e partiu para intermináveis lavagens de roupa suja, culminando numa miríade de rachas e lançamento de novas siglas, enquanto filmes como Terra em transe e O desafio flagravam o desencanto e a perplexidade decorrentes da derrota sem luta. Então, para que o povo voltasse a respeitá-la, a esquerda precisava provar que tinha, sim, coragem para sangrar por seus ideais. Minha geração sentiu isto vivamente. Quando o regime se direcionou para o fechamento total, os melhores de nós consideramos indigno fugir de nossas responsabilidades… e pagamos um preço altíssimo por tal opção. Os que negaram fogo em 1964, quando as circunstâncias eram muito menos desfavoráveis, prepararam o terreno para as tragédias que marcariam a luta armada.

2 o sítio do delegado Fleury, palco de bestiais torturas sofridas pelo Eduardo Leite (’Bacuri’), era um dos ‘aparelhos’ clandestinos da repressão.

Fonte: CMI-Brasil

Lamentamos muito pela morte de Santiago Andrade e por todas as outras vítimas do Estado totalitário mercantil.

Santiago era CÂMERA e não “cinegrafista” como romantiza agora a grande mídia. Ele sempre foi aquele operário invisível que produzia calado e que muitos sequer sabiam que existia. Santiago era a base de uma pirâmide hierárquica cujo topo concentra os beneficiários dos grandes blocos de comunicação do Brasil.

A meio caminho do topo desta pirâmide, um exército de repórteres precariamente remunerados precisa falar, escrever, reportar e pesquisar de forma a atender os anseios dos donos da comunicação. Para subir um degrau nesta pirâmide é preciso cuidado na fala. Trata-se de uma censura tácita que abala a credibilidade da imprensa, onde já não é mais possível distinguir a notícia real da propaganda estatal e mega-corporativa. Enfim, o corpo inerte de Santiago será usado para beneficiar exatamente os mesmos de sempre – os concentradores de informação, de renda e de poder – e a culpa será do povo, de novo…

Diante ao terrorismo do Estado Totalitário brasileiro pela falaciosa “ordem”, onde mega-corporações ditam a democracia, nós, trabalhadores servis, desempregados e solidários à classe explorada, que geramos riquezas para o país sem receber minimamente o que nos é direito, para além de falsas promessas dos burocratas do poder, não ganhamos mais que violência física e moral, cotidianamente, e vítimas brutais, como Santiago Andrade!

Assim, entendemos que o principal responsável por este acidente é o próprio Estado que nos força a deixar nossas casas e exigir nossos direitos nas ruas, e nelas enfrentar a truculência deste Estado personalizado na força policial, na qual não deveriam jamais usar armas contra a população e assim a população não precisaria reagir contra ela.

Não suportaremos mais viver nessa “terra-de-alguém”. Onde alguém rico, por de trás de instituições, gestione contra a população. Concentração de informação, de renda, carestia, precariedade nos serviços públicos, gás lacrimogênio, balas de borracha, espancamentos, prisões arbitrárias, júris comprados, mídia tendenciosa e ainda a inversão do mérito, como se nós fôssemos os assassinos premeditados.

De um lado temos populares com materiais artesanais, com pouca ou nenhuma técnica e aprimoramento, e de outro lado, velhacos oficialmente armados com material bélico, cientes do efeito das suas armas sobre a população marginalizada.

DEIXEMOS BEM CLARO A QUEM DESEJA NOS CRIMINALIZAR: A RUA NÃO SE CALARÁ!

* Em solidariedade *

- Amarildo Dias de Souza – Desaparecido entre os dias 13 e 14 de julho de 2013, após a operação batizada de Paz Armada que mobilizou 300 policiais na Rocinha, RJ. http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Amarildo

- Giuliana Vallone, de 18 anos espancada por policiais e logo após atropelada por uma motocicleta da polícia em 25/01/14, após a manifestação realizada na região central de São Paulo

http://videos.r7.com/jovem-e-atropelada-e-agredida-por-policiais-em-sp/idmedia/52e8c7ea0cf2401273d29912.html

- Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, a ser ferido por dois disparos feitos por policiais militares, durante o protesto contra a Copa do Mundo que aconteceu no sábado 25/02/14. Ele foi internado em coma induzido.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/versao-da-policia-esta-estranha-diz-advogado-sobre-caso-de-manifestante-baleado-em-sp-27012014

MPL-Curitiba

COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS:

EM 30 DE JANEIRO DE 2014 COMPLETOU-SE 12 ANOS DO RESGATE COM VIDA DOS MILITANTES POLÍTICOS DE ESQUERDA DO MOVIMENTO PATRIA LIBRE (MPL), ANUNCIO MARTI E JUAN ARROM. SEQUESTRADOS E TORTURADOS POR 14 DIAS PELO GOVERNO PARAGUAIO, A PROCURADORIA GERAL, A POLÍCIA NACIONAL E ORGÃOS DE INTELIGÊNCIA DO EXÉRCITO PARAGUAIO.

O CASO ESTÁ EM ANDAMENTO NA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (CIHD), A QUAL FEZ INTERVENÇÃO NA ÉPOCA COM MEDIDAS CAUTELARES A FAVOR DE ANUNCIO MARTI, JUAN ARROM, VICTOR COLMAN, ANA SAMUDIO E JORGE SAMUDIO, TODOS MILITANTES DE PATRIA LIBRE DO PARAGUAI SUBMETIDOS A SEQUESTRO E TORTURA POR ORGANISMOS DO ESTADO PARAGUAIO.

NOSSO COMPROMISSO NA LUTA PELA LIBERTAÇÃO NACIONAL E O SOCIALISMO NO PARAGUAI CONTINUA FIRME E ASSIM QUE PUDERMOS RETORNAREMOS À NOSSA PATRIA PARA TORNAR REALIDADE O SONHO DE LIBERTADE E JUSTIÇA SOCIAL PELO QUAL, POR TANTOS SÉCULOS, NOSSO POVO LUTOU. HASTA LA VICTORIA SIEMPRE!

PATRIA LIBRE SOCIALISTA VENCEREMOS! REFUGIADOS POLITICOS PARAGUAIOS do PARTIDO PATRIA LIBRE (PPL) RESIDENTES NO BRASIL.

ANUNCIO MARTI - VICTOR COLMAN - JUAN ARROM

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/527940.shtml

Movimento encampa publicização da campanha pela cidade. Projeto é reconhecido pela população e reprova a construção do metro na cidade.

A campanha, que teve início no Mês de Luta do MPL-Curitiba pela Tarifa Zero, está em plena atividade na cidade. Durante o mês de Outubro, o movimento apresentou à sociedade proposta de projeto construída pelo movimento em colaboração com outras entidades. A proposta concorreu com a iniciativa privada ao edital de licitação.

Através de aulas públicas em terminais de ônibus, debates em universidades e escolas, palestras em sindicatos o MPL-Curitiba esteve aberto para contribuições e críticas ao projeto de iniciativa popular.

O projeto concorreu ao edital de licitação de modais de transporte coletivo. A prefeitura desqualificou o projeto sem justificativa formal.

Mesmo com o claro favorecimento de Dilma para com a iniciativa privada em detrimento do projeto popular, o movimento se mantém firme na publicização do projeto bem como o novo modal PPPop-TZ, concorrente direto da privatização Parceria Público Privada.

Outras Matérias Relacionadas:

-Mês de luta do Movimento Passe Livre pela Tarifa Zero:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2013/10/525891.shtml

-Protesto contra privatização de Dilma:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2013/10/526185.shtml

-MPL propõe projeto de parceria popular Tarifa Zero:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2013/08/523637.shtml

Esse foi o bordão escutado nos principais, mais movimentados, calçadões da cidade, terminais de ônibus e no espaço onde se encontravam a presidente, governador e prefeito. O dia 29 de Outubro foi marcado pelo protesto em repúdio à visita da presidente à Curitiba. A visita foi a formalização do repasse de verba a fundos perdidos, no valor de 5 bilhões de reais, para iniciativa privada construir canaletas de ônibus, ciclovias e metrô.

No mês de setembro o MPL-Curitiba entregou o projeto PPPop-Tz (Parceria Público Popular – Tarifa zero) à prefeitura na ocasião do PMI (procedimento de manifestação de interesse). Esse projeto, de iniciativa popular apresenta de maneira clara como implantar a Tarifa Zero como modal de mobilidade urbana que transporta maior número de pessoas, pelo menor custo e com menor impacto à população bem como ao ambiente se comparado com outros modais apresentados.

Os projetos foram entregues no SMAD (Secretaria Municipal de Administração), segundo prazo estipulado em edital, mesmo assim a prefeitura desclassificou a iniciativa do movimento sem nenhuma justificativa formal. Nessa linha, o MPL-Curitiba repudiou a vinda da presidente que, ao invés de priorizar compromisso com a iniciativa popular, concretizou a negociata com o setor empresarial. Essa inversão de valores à favor do lucro da máfia do transporte coletivo modelo explica-se quando o pano de fundo é a campanha de 2014 e seus financiadores cativos.

Novamente fica escancarada as alianças monetárias dos políticos em detrimento da precarização do transporte coletivo à população em geral. Perde-se momento histórico para um grande passo no sentido da verdadeira integração total à cidade, onde o PPPop-Tz é a resposta que vai de encontro às reivindicações das ruas, das gigantescas manifestações da Jornadas de Junho. O descompasso entre o Estado e a sociedade é conservado mais uma vez e o precipício é aprofundado mais uma vez.

Entendendo a gravidade da conjuntura, o MPL-Curitiba em conjunto com independentes, anarcopunks, coletivo anonymous e núcleos periféricos deixou o recado ao boicotar a particiação do evento organizado pea prefeitura. A manifestação se manteve do lado de fora, em frente ao galpão com faixas, megafones, apitos e muitos panfletos. Mesmo com o forte esquema de segurança e aparato repressivo do Estado a manifestação ocorreu pacificamente.

Mais de cem motos, viaturas, P2, camburões estiveram no local, mesmo assim insuficiente para desagregar o movimento social.

tv mercosul, nos 30:41 http://www.youtube.com/watch?v=68ve73wMyn4#t=1847

Gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1420877

A data é abril de 2010.
O ato do MPL CURITIBA protestava contra a abertura dos envelopes da Licitação FRAUDULENTA do Transporte Coletivo.
A bola de aço no pé da militante representa o tempo do contrato: 25 ANOS.
Valor: 8,6 bilhões de reais (1 bilhão = 1000 milhões).
Por que será que houve só 1 candidato para cada lote?

—-

No dia 10 de dezembro, a CPI da URBS, ou do transporte coletivo, entregou o relatório final das investigações para o prefeito Fruet. Até esse momento ele, que poderia executar a quebra de contrato com as empresas de transporte coletivo de Curiiba, pois as mesmas há três anos não apresentam planilha de operação do sistema como indica cláusula do contratodas, não se pronunciou. Sentou em cima das 200 páginas que indicam fraudulência no edita de licitação e sugere redução imediata da tarifa para R$2,22.

Uma cópia do relatório final das investigações foi entregue também para o CADE, MP-Pr e MPF, os quais se comprometeram a incluir em investigações já existentes sobre a matéria.

Nossas críticas a CPI da URBS estão sedimentadas pela descrença que temos nas próprias instituições públicas TCE, CADE, MP-Pr, PMC e CMV que ao receberem denúncias feitas pelo movimento popular no ano de 2010 ignoraram solenemente a todos os pedidos de investigação e cancelamento do processo de licitação na época. Todos os levantamentos questionados pela CPI da URBS em 2013, já haviam sido feitos em 2010 e jamais foram tratados com a devida urgência tal qual a matéria exige que seja.

Então, por que deveríamos nutrir esperanças que as mesmas instituições obsoletas e inoperantes agora se tornaram ágeis e satisfatórias?

Entendemos que essa CPI da URBS tem como principal objetivo dar corpo a uma prefeitura desossada, sem estrutura alguma. Se utiliza de um processo popular legítimo, construído em 2010, com uma roupagem de transparência aos olhos da população, mas com objetivo de colocar em cheque as famílias donas do transporte coletivo, para assim negociar pagamento de suas futuras campanhas. Dessa maneira a prefeitura dará garantias de que todo o sistema de transporte coletivo curitibano continuará na mesma.

A máscara da CPI da URBS utilizada pela prefeitura, em conluio com vereadores, serviu bem para distrair a população do projeto ‘Metrô Curitibano’. Projeto que recebeu cerca de R$ 5 bilhões a fundos perdidos do governo federal para implementar a parceria público privada (PPP), denunciada pelo MPL-Curitiba como a privatização da mobilidade urbana. (http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1420877)

PPP é sigla de Parceria Público Privada, uma forma de privatização onde instituições e serviços públicos já nascem privatizados. O método é simples: primeiro, o povo paga para construir o empreendimento, mas quem constrói realmente é o próprio povo; depois, o povo paga para usar.

Todo esse jogo de cena articulado entre a classe político partidária e empresários revela um refinado método de gestão pública onde confunde-se as fronteiras do que é público e do que é privado.

O empreendedorismo na gestão pública para além de servir a inovação do conservadorismo neoliberal resulta, localmente, na impossibilidade de discussão da proposta de projeto popular à mobilidade urbana. Proposta apresentada pelo MPL-Curitiba na ocasião da sessão pública de 26.08.13, quando foram recebidos, pela prefeitura, projetos de mobilidade urbana e transporte coletivo para Curitiba.

O MPL-Curitiba, propôs uma PPPop, ou seja, uma Parceria Público POPULAR. Para isso, demos entrada num projeto de Tarifa Zero como Construção Popular, junto à PPP da prefeitura, no Procedimeto de Manifestação de Interesse - PMI (https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1).

Sem qualquer justificativa formalizada o projeto foi desclassificado mesmo após ter seguido à risca o edital proposto pela própria prefeitura.

Na mesma linha, o prefeito Fruet procurou confundir a proposta de Tarifa Zero no transporte coletivo do MPL-Curitiba com uma proposta de ‘gratuísmo’. A espertisse fruetiana aponta, como saída para o barateamento do transporte coletivo, a federalização do Vale Transporte subsidiada pelo empregador.

‘Gratuísmo’ é um neologismo desenvolvido pelo MPL-Curitiba para destacar a diferença entre o PPPop-TZ e os projetos de ilusionismo lançados de cima para baixo por interesses eleitoreiros aliados aos interesses econômicos de mega-empresários do cartel do transporte coletivo nas cidades.

A proposta de Gratuísmo desenvolvida em Curitiba é uma farsa como todos os outros Gratuísmos. Trata-se de um derivativo da lei Afonso Camargo, uma lei que penhorou em folha o salário dos trabalhadores, em favor dos cartéis do transporte coletivo (aprofunde-se aqui). Trabalhando com a ilusão de ótica típica dos Gratuísmos, visa OCULTAR um desconto em contracheque, de 6% do vale transporte utilizado, conforme previsto na referida lei. Na realidade, a oneração indireta no salário do trabalhador continuará, em nada mudando o fluxo de dinheiro vivo para o cartel do transporte. Nada surpreendente para uma gestão (Fruet) que nomeou membro do cartel do transporte (Bertoldi) em sua secretaria da habitação já nos primeiros meses (http://fureotubo.wordpress.com/2013/08/22/contra-as-correntes-da-mafia-do-transporte-e-da-violencia-contra-manifestantes/).

Em 2014 o MPL-Curitiba estará presente nas ruas para exigir respeito ao direito da população ter transporte coletivo desmercatilizado, com Tarifa Zero custeada pelas grandes empresas, em oposição às falsas propostas de mobilidade urbana que engessam o debate e pelo congelamento permanente da tarifa como compromisso do prefeito Fruet para com a população curitibana.

Amanhã vai ser maior!

Em Curitiba, Eli Marcos Galdino, de 46 anos, foi assassinado a facadas na Praça Rui Barbosa. O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de novembro e pelo vídeo é possível observar que o morador de rua não esboça nenhuma reação diante a ação de um homem e de uma mulher.
O casal de skinhead estava num bar minutos antes, a espera do melhor momento para o crime.
Esse é mais uma caso da intolerância, tratada em Curitiba, como fato isolado.
Mesmo após dossiê sobre ataques neonazistas na cidade, a indeferença é operante.

Video:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=LDH7BZMaf4c


Mpl-Curitiba (autônomo e Independente) estará durante o dia todo panfletando nos principais terminais de ônibus de Curitiba CONTRA o projeto de metrô privado que Dilma bancara com dinheiro público HOJE e CONTRA o gratuísmo proposto pelo Fruet no DF HOJE também.

Uma ação articulada dos candidatos municipal, estadual e federal à reeleição para favorecer com verba pública os financiadores privados de suas campanhas.

O MPL-Curitiba panfletou durante a manhã e tarde dessa terça-feira nos principais  terminais de ônibus da cidade, calçadão da rua XV e no local onde a presidente formalizou a entrega de cerca de 4,5 bilhões para mobilidade urbana de iniciativa privada.

Apesar da forte repressão, o MPL-Curitiba conseguiu marcar posição e com palavras de ordm “Contra a privatização, Tarifa Zero no busão”,  mandou a mensagem  para prefeito, governador e presidente.

Táticamente colocados no portão de saída do evento, o movimento estendeu três faixas que exigiam tarifa zero, mais linhas de ônibus,  frota pública e com panfletos distribuídos aos participantes do evento deixou informação sobre os pontos levantados pelo MPL.

O MPL-Curitiba repudiou a presença de Dilma, pois ao invés de firmar compromisso com a população, fechou grande negócio privado com grandes empresários para garantir o financiamento das próximas eleições.