Curitiba

Centro de Mídia Independente

PERSPECTIVAS:
- FRAUDE DO BUSÃO (2010) DE R$ 8,6 BILHÕES - IMPUNE!
- SUPERFATURAMENTO DO METRÔ R$ 18 BILHÕES - IMPUNE!
- TORTADA DE DÉIZ REAL - CRIME!

[testa de ferro] Desde a ditadura no mesmo cargo
[testa de ferro] Desde a ditadura no mesmo cargo

revolucionária
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Ontem, dia 6 de outubro, a MPL-Curitiba foi sentenciada culpada e condenada a pena judicial por denunciar roubo de mais de 8 Bilhões dos cofres municipais pelo conluio entre empresários do transporte coletivo (famílias Gulin, Bertoldi e Cury) e servidores públicos fraudadores de planilhas e contratos (Filla e companhia limitada/S.A.).

O mesmo judiciário que fecha os olhos para os mais de 20 toneladas de papel produzidos pela CPI da URBS que evidenciou fraude nos contratos e roubo a luz do dia tem celeridade recorde para julgar e condenar movimento social por tortada durante sessão da CPI em que o gestor público ladrão mentia a mais de quatro horas sem iluminar nenhuma das obscuridades questionadas.

Ao final da audiência de instrução e julgamento de ontem, o gestor ladrão acumulou mais um título de terrorista de estado ao passar pelo meio da manifestação, em frente ao judiciário e ameaçar a militância xinga-la de “vandalos, desocupados, que deveríamos sair algemados direto para o camburão” e prometer desdobramentos.

Não nos calaremos diante de todas as tentativas de coerção, ameaças e violência policial. Se agora estamos sendo perseguidas amanhã estaremos em frente de suas casas e denunciar seus roubos bilhonários, fraudes e terrorismo político.

Amanhã vai ser maior!

Email:: mplcuritiba@riseup.net
URL:: http://fureotubo.wordpress.com/

Em jogo: o metrô
Falta de visão de jogo e competência pode fazer com que a passagem seja mais cara

Editor:Dayane Saleh

Em um jogo truncado, o TCE (Tribunal de Contas do Paraná) determinou a suspensão da licitação do metrô curitibano. Quinze dias é o tempo que o tribunal cedeu para a Prefeitura responder sobre os questionamentos da suspensão.

Após o apito afinal, alguns movimentos e pessoas se manifestaram sobre o assunto. O MPL-Curitiba (Movimento Passe Livre) gritava contra o capitalismo e uma passagem do metrô mais cara que o normal. Aliás, normal no Brasil, terra de constantes superfaturamentos.

O preço do teto da passagem pode ser R$ 1,23 de acordo com os estudos do movimento. Estranho é isso não estar sendo comentado de maneira gritante. Essa diferença de R$ 2,55 para R$ 1,23 certamente vai pesar no bolso, tanto para ir ao estádio curtir o time do seu coração, quanto para ir trabalhar.

E assim como no final de uma partida de futebol na qual os técnicos dos times costumam tecer críticas para os árbitros, o líder da câmara de vereadores, Paulo Salamuni reclamava da ?barração? do TCE feita por detalhes. Ora, podem ser detalhes, mas é importante que essa suspensão feita pelo tribunal gere alguma reflexão, apesar dos questionamentos do TCE terem sido para uma direção que dá voltas e chega ao mesmo ponto.

Os ?técnicos? da licitação tem de aproveitar o momento e estudar o seu próprio time, para ver as brechas possíveis. Se dentro de campo o desentrosamento é visto na forma de licenciamentos expedidos por órgãos errados, falta de detalhamento no caminho do metrô e da Parceria Público Privada, fora dele existe a necessidade de um pensamento maior desse grupo, passar mais a bola e observar as jogadas de movimentos sociais.

Contudo, a Câmara ?fominha? aparentemente quer fazer a jogada sozinha. A campanha #ometroénosso é vista pela Câmara Municipal como aquele amigo que pede a bola, mas que não tem capacidade para fazer uma boa jogada. Segundo o MPL- Curitiba, desde o começo da licitação do metrô existiu uma tentativa de mostrar seus projetos para os vereadores, que bateram o escanteio para si mesmos.

Agora é esperar e cobrar o andamento da licitação do metrô, mas não basta apenas cobrar. Terá de ser com mais firmeza do que as torcidas gritam quando um time tem quatro derrotas seguidas, pois esse processo pode resultar em um novo ?licitaçãonazo? com 35 anos de pena.

Caminho

O metrô, a princípio, irá percorrer uma linha de 17,6 quilômetros entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul, passando por quinze estações. O transporte público de Curitiba, segundo o site da Prefeitura, comporta 45% de sua população, sendo que 70% dos usuários não vão para a região central.

http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/em-jogo-o-metro/

por mplcuritiba a_013

Desde o ano de 2010, o MPL-Curitiba encampou a luta pela desmistificação
dos três poderes como instâncias democráticas populares. Naquela ocasião
da licitação dos ônibus de transporte coletivo da capital, denunciamos a
formação de cartel, a falta de transparência no processo licitatório e o
valor exorbitante que seria repassado ao cartel.

As denúncias foram feitas na Prefeitura, Ministério Público Estadual,
Tribunal de Contas Estadual e Tribunal de Justiça do Paraná.

A própria prefeitura derrubou a impugnação ao edital direcionado.

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Logo após, junto a outras organizações, o MPL-Curitiba pressionou para que
fosse instalada a CPI do Transporte coletivo para termos acesso a
documentação do cartel, que era negada ao movimento popular, sobre a
planilha de custo para cálculo tarifário. Ao ceder à pressão popular,
vereadores instalam a CPI. Devido a manobras no grupo de trabalho de
investigação da CPI o MPL-Curitiba denuncia a comissão parlamentar de
inquérito como ilegítima, pois ao final dos trabalhos vinha blindar os
acusados isentando-os de serem inquiridos, ao participarem das sessões
como convidados.

As jornadas de Junho de 2013 tensionaram ainda mais os ânimos. O
MPL-Curitiba participa das raras audiências públicas da prefeitura sobre                                                                   a PPP do Metro Curitibano e denunciou, mais uma vez, o conluio entre
clãs empresariais e a bancada eleitoreira do transporte. Após última denúncia
feita pelo movimento popular diretamente ao Ministério Público Federal,                                                                 no mês de agosto de 2014, foi suspenso o edital de licitação do metro
avaliado em R$ 18 bilhões.

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A mídia omite o trabalho de mais de 3 anos do movimento popular no                                                     questionamento à farsa da PPP do Metrô, e constrói um herói artificial:                                                                  o TCE-Pr (aquele órgão estadual encarregado de fiscalizar licitações,                                                                 mas que frauda suas próprias licitações, tudo com cobertura e proteção                                                                do judiciário estadual – o TJ-Pr). O TCE-Pr interveio na licitação apenas                                                                   para evitar que a mesma fosse judicializada em âmbito federal, já que aí                                                            não seria controlado pelos clãs eleitoreiros e empresariais dos três poderes locais:                                           judiciário/legislativo/executivo paranaense.

Essa vitória é mais que uma suspensão de edital. É a luta direta contra os
tentáculos capitalistas. É a demonstração prática de resistência popular
nos processos de tomada de decisão daquilo que é público, frente às
crescentes privatizações através das PPPs (parceria público privada) que
despolitizam o debate, turvam a visão através de uma falsa transparência                                                      encoberta por cálculos complexos e transformam o que é público em privado,                                                       com aval pelo Estado.

A popular vitória parcial obtida através da suspensão do edital de
licitação marca o início do empoderamento das organizações populares
contra as famílias mafiosas milionárias locais e estrangeiras sobre o que
é nosso.
A seguir por essa estrada do poder popular fazemos o convite amplo à
população integrar a campanha o metrô é nosso (#OMETRÔÉNOSSO) e tomar                                                       em nossas mãos a decisão de um metrô para Curitiba e não para mega empreiteiros                                               e corporações transnacionais. Que esse processo seja
realmente acessível à população debater não apenas o modal de transporte
mas a mobilidade urbana e o direito à cidade como um todo.

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É importante salientar que as informações que passaremos ao longo da                                                       campanha #OMETRÔÉNOSSO não são e não serão repassadas pelas mídias                                                    financeirizadas tradicionais.
Ocorre uma disputa capitalista: Cartel dos Ônibus X Cartel do Metrô.
Num primeiro momento vemos a imprensa local abafar a impugnação popular,                                                          para promover o “heroísmo” do TCE-Pr. Nada se fala sobre o furo de R$ 6 bi                                                   denunciado pelo movimento popular na impugnação. Paralelamente a isso,                                                        esta imprensa promove a divulgação de estudos viciados onde o BRT                                                                (bus rapid transit ou cartel do busão) é implicitamente colocado como uma                                                     solução alternativa ao metrô. Acreditamos que nos próximos dias a grande                                                      imprensa pautará as informações em favor do Cartel do Metrô. Tudo isso é                                                          parte da estratégia de exclusão do debate popular, pois nesta guerra entre BRT                                                      e MetrÔ a importância das pessoas é secundária.
Existe de fato um 3o. modal: o Modal Tarifa Zero! É o mais barato, eficaz e                                                     justo. Sua proposta foi detalhada na PPP através do PPPop-TZ:                                                                    Parceria Público Popular Tarifa Zero.

Acompanhe a campanha pelos canais de comunicação independente do MPL-Curitiba:
blog: htpps://fureotubo.wordpress.com
twitter: twitter.com/MPLCURITIBA
facebook: www.facebook.com/pages/MPL-Curitiba/211…
Faça parte da construção do poder popular da cidade. Vem pra luta! Vem pra
rua!

METRÔ OU TARIFA ZERO? A RESPOSTA: AMBOS.
Acreditamos que o Metrô Curitibano deve existir dentro de uma realidade de TARIFA ZERO, tornando ainda mais urgente o trabalho de Curitiba na construção popular proposta na PPP do Metrô.

Obviamente a prefeitura será um obstáculo pois prefere desviar recursos para atender ao interesse dos cartéis nacionais de mega-empreiteiras e cartéis internacionais de metrô.
A verba federal deve vir para Curitiba, mas não com rúbrica marcada em favor das máfias do transporte e sim em favor do interesse popular.
Se não nos organizarmos popularmente pelo MODAL TARIFA ZERO E SUA CONSTRUÇÃO POPULAR, o desvio dos recursos da população será inevitável! São recursos valiosos que ao invés de ir para o MODAL TARIFA ZERO, com sobra para educação, moradia popular e saúde, serão dirigidos para a concentração de renda dos 1% mais ricos.
ENTENDA: O METRÔ SÓ É BOM SE FOR PARA CURITIBA E NÃO PARA CLÃS ELEITOREIROS E CORPORAÇÕES EMPRESARIAIS.
A seguir o link para o projeto do MODAL TARIFA ZERO:

https://docs.google.com/file/d/0ByK5lD_IarPNakZuUm1OMWV2SUk/edit?pli=1

http://fureotubo.wordpress.com/2014/08/14/impugnacao-do-leilao-do-metro-curitibano/


NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PASSE ÚNICO.

O PASSE ÚNICO E A FALÁCIA DA DEMOCRACIA EM GUARAPUAVAO transporte coletivo urbano na cidade de Guarapuava sofre com o monopólio operado pela empresa Pérola Do Oeste por mais de 30 anos. Seus gestores são membros de famílias poderosas as quais constituem o cartel do transporte coletivo no Brasil, sendo que no Paraná somos reféns desse cartel operado por uma única família.

Indignados com o modo como é conduzida a gestão do transporte público e pelo elevado preço da tarifa de R$ 2,40, a população guarapuavana vai às ruas em julho de 2013 exigir o seu direito de ir e vir. O atual prefeito Cesar Silvestri Filho, em sua campanha eleitoreira havia prometido o Passe Livre aos estudantes da cidade, mas quando nos sentamos juntamente com outras entidades para discutir o Passe Livre, não fomos levados à sério, pois a principal preocupação do prefeito era ?quem vai pagar a conta??

A ideia do Passe Único surgiu desesperadamente a fim de conter os ânimos dos professores e dos movimentos sociais, os quais se submeteram em formar um Grupo de Trabalho para estudar as condições do transporte na cidade. Seguimos estudando planilhas fraudulentas, catracas não contabilizadas, tabelas rascunhadas, dentre outras inúmeras falcatruas, dando, assim, início ao circo da demagogia.

Nós do MPL Guarapuava sabíamos desde o início que montar uma comissão para estudar aquilo que deveria ser público (e que não era) e ainda participar de algum tipo de debate com uma empresa que está sob investigação pelo Ministério Público seria perca de tempo, mas, como somos também reféns da dita democracia, cientes de que para a construção da história do MPL na cidade dependeríamos de boa intenção e perseverança, nos submetemos à formação desse GT. RESULTADO: a patifaria de não termos uma Audiência Pública para a discussão dos resultados do relatório final apresentado pelo GT. A implantação do Passe Único mantém o lucro da Pérola. Antes o estudante pagava por dia R$ 2,40 com duas meias passagens. Agora a Prefeitura paga R$ 1,40 e o estudante R$ 1,00. Mantém-se o lucro ? mantém-se a fraude. O Estudante conquistou uma vitória, mas a democracia ainda se mostra frágil, SUBMISSA ao Executivo, e distante de abalar os ditames dos Monopólios.

O PASSE ÚNICO não foi um projeto discutido, mas implantado de forma autoritária pelo prefeito e pelos vereadores. A pressa de aprovar algo para amenizar a luta e aproveita-la como programa eleitoreiro, não dissimula o fato de o Passe Único ser um conquista do povo mediante as pressões realizadas nas três ocupações do Terminal da Fonte. Nós do MPL não somos contra o Passe Único, pois o consideramos um passo importante, mas repudiamos a democracia celebrada pelas mídias em torno dessa conquista que é do povo e não do Prefeito. Por um lado a mídia aplaude o prefeito pela dádiva. Por outro, movimentos que não fizeram parte dessa luta, que desacreditavam as manifestações, que não estiveram nelas, agora celebram ao lado do Prefeito a panaceia do PASSE ÚNICO.

Não tivemos espaço na mídia para revelarmos a real situação da tarifa, que nem valor estipulado pode ter, devido às fraudes deflagradas. Ninguém falou do nosso relatório. O Edony, presidente da câmara, não gostou; os opositores adoraram, mas se fizeram de desentendidos; os situacionistas não entenderam nada, pois aprovam qualquer coisa que venha da situação. Nós e as entidades que participaram e que incitaram essa discussão desde sua gênese, não fomos se quer consultados sobre o tal Passe Único. Não fomos informados da assembleia extraordinária mais rápida da história do transporte em Guarapuava, para aprovar o EDUCARD. A Rede Sul de Notícias não quis falar conosco. Não fomos convivas da festa no gabinete do prefeito. Não tiramos fotos ? Movemos a história de Guarapuava, mas ficamos fora dela.

Essa nota é de esclarecimento, pois quem dita as pautas dos protestos nas ruas de Guarapuava é o MPL. Nosso objetivo é a municipalidade do transporte coletivo urbano. Frotas municipais, gratuitas, geridas pelo município. Fim do cartel e do monopólio. Fim dos mega empresários. O Passe Único é uma vitória histórica para o movimento popular de luta pelo transporte coletivo, representado nas vozes da população pobre de Guarapuava.

O vereador Coronel Elcio Melhem está certo em seus presságios: ?se derem o Passe Único, logo logo terão de dar o Passe Livre?. Sua angústia se dá ao perceber que o retrocesso tem seus dias contados em Guarapuava.

NÓS VAMOS NOS FAZER OUVIR!

Guarapuava, 30 de julho de 2014.

Em meio a prisões arbitrárias, estado de excessão e cerceamento das liberdades democráticas esse ato tem como objetivo somar as forças populares revolucionárias em formação no país.

Boca Maldita, 16h

30/7/14

https://grupoautonomiapopular.noblogs.org/

Na semana de 14 a 18 de Julho de 2014, o G.A.P. organizou uma série de eventos para colocar na agenda da militância popular o debate do BRICS e a realização da reunião desse bloco em Fortaleza sem debate com a população.
Desde 2009 os países emergentes se reúnem à criação de um bloco econômico em contraposição ao bloco estadosunidense NAFTA, OMC e outros. Os países emergentes têm em comum dívidas com os bancos internacionais BID e FMI e os altos juros cobrados que inviabilizam o avanço em infraestrutura nesses países. É um dos principais motes para criação desse bloco econômico dos países emergentes, inclusive a questão beligerante que é utilizada como pano de fundo. Brasil e Rússia assinaram em Julho de 2014 um tratado de segurança nuclear que indica claramente a retomada da corrida armamentista global. Para fomentar e viabilizar esse bloco econômico dos países emergentes, BRICS, foi criado no encontro em Fortaleza, em julho de 2014, o Banco Internacional BRICS (BIB).Toda essa articulação internacional dos representantes dos países emergentes, criadores do BRICS, jamais consultaram a população desses países, sobre aprovação do BRICS. Mesmo assim, bilhares de dólares serão depositados nesse novo banco advindo dos fundos dos impostos da população pobre desses países. É incomensurável a desassistência dos governos do BRICS em seus países sede à população pobre. Todos esses países tem em comum a precariedade em infra-estruturas básicas nas comunidades periféricas de trabalhadores resultante da corrupção em larga escala. Ainda, é flagrante na Rússia, China e Índia a negligência de direitos humanos à etnias que há décadas lutam por independência nesses países. São exemplos contemporâneos dessa tragédia humana a Chechênia, Tibet e Caxemira onde milhares de inocentes morrem em bombardeios realizados por esses governos.

Não é possível que a nação brasileira assista e apoie o massacre de crianças, mulheres e velhos inocentes sem que nada seja feito.

A iniciativa do Grupo de Autonomia Popular - GAP ? é trazer para o centro do debate as questões relacionadas às demandas nacionais exigidas pela população nas jornadas de Junho de 2013. Naquela ocasião um grito uníssono da população nas ruas pela Tarifa Zero foi ouvido pelo país inteiro, mas passado mais de um ano e nada foi executado nessa direção até agora.
Mesmo assim, o governo ao invés de atender ao clamor das ruas desviou bilhões do BNDS para criação do fundo de reserva do BIB sem que houvesse qualquer consulta pública ou diálogo com a população. Dessa maneira despótica o BRICS tem se concretizado verticalmente nos países emergentes, calam as vozes que buscam debater não a guerra, não tensionamento internacional, não envio de dinheiro público à iniciativa privada internacional, mas, a criação de educação, saúde, moradia, lazer, transporte público de qualidade sem sobretaxamento.

Na semana de 14 a 18 de Julho de 2014, o G.A.P. organizou uma série de eventos para colocar na agenda da militância popular o debate do BRICS e a realização da reunião desse bloco em Fortaleza sem debate com a população.

Fique por dentro e ajude a construir a resistência militante contra a fuga de dinheiro do povo para iniciativa privada internacional.

Avante aos que lutam!!!

?Pelo direito de ir e vir, pelo direito à cidade. Contra BRICS existir, e impor seu apartheid?

 http://anarcafeminista.blogspot.com.br/

Não poderia ser diferente. Após a enchente do dia 6/6/14 aliada a desassistência das prefeituras de Curitiba e São josé dos Pinhais, milhares de famílias resolvem a falta de ‘abrigo’ com a nova ocupação Jardim Itaqui-2, em São josé dos Pinhais. As famílias, cansadas de esperar por definições do Governo que não se concretizam, vêm de diversos bairros atingidos pelas enxurradas de Junho. São mais de 150 famílias que ocupam uma área com cerca de 50.000m² do Governo estadual, em barracos improvisados de tapumes, chapas de zinco e lonas pretas. No momento contam com a solidariedade da associação de bairro Jardim Itaqui e apoios de organizações independentes, pois o frio, a lama e a falta de todo tipo de mantimentos colocam essas famílias vulneráveis em maior risco. A polícia já esteve no local para ameaça-los, mas como existe a articulação entre as vilas e movimentos sociais a PM pouco pode fazer contra a ocupação. Contatos: Lúis 41-8739.9389 Email:: cmicuritiba@riseup.net URL:: blogs.midiaindependente.org/curitiba

Neste momento, o parcialismo das informações dadas por emissoras e jornais de propriedade de algumas famílias tradicionais induz o ódio contra os manifestantes, exaltando apenas o patrimônio (vidros quebrados e lixo queimado), rebaixando manifestantes a ?vândalos?.
Sem qualquer escrúpulo, estas mídias anulam completamente o questionamento às vidas perdidas em obras da COPA, as famílias mutiladas, os despejos, os falsos legados, superfaturamentos, a violação legislativa e constitucional, etc? Tudo em prol de interesses econômicos da FIFA/Corporações e todo o negócio formado em torno dos megaeventos e do estado de exceção que só foi possível implantar graças a anestesia proporcionada pelas festividades da COPA e sua cobertura parcialista.A informação OMITIDA é de que os manifestantes não foram presos por queimar lixo e quebrar alguns vidros, mas sim por tentar violar fronteiras de um ESTADO, um país. O Estado da FIFA e das megacorporações foi imposto inclusive fisicamente, através de zonas de exclusão onde ir e vir e outros direitos fundamentais são limitados por leis próprias que violam a constituição brasileira. Só que esta legislação de exceção extrapola inclusive a zona de exclusão no entorno dos estádios e sentimos que um estado de sítio virtual já está implantado: militares armados nas ruas, informantes à paisana infiltrados e repressão a quem ousa violar leis da FIFA/Corporações.

A única menina do grupo já está numa grande penitenciária, incomunicável. Os demais ainda estão em delegacia, presos em cela única, também incomunicáveis. Não há prisão especial nas leis de exceção criadas pela e para a FIFA. As prisões comuns no Brasil são precárias e violentas. A detenção segue sem previsão de soltura. A perspectiva é sombria: burocratas do MP-Ministério Público, concursados, preparados, bem pagos e bem alimentados farão o inferno da vida destas(es) jovens. É o mesmo MP incipiente contra as fraudes na licitação e contrato dos ônibus e que assimila despachos de um judiciário que age contra o interesse popular e até condena eventuais denunciantes. Esperamos que a Defensoria Pública, que demonstrou coragem em seu posicionamento inicial (e que já sofre críticas despolitizadas), seja capaz de fazer frente ao desafio que se avizinha.

Repassamos a lista de camaradas presos no protesto da COPA em Curitiba (16.06). É importante frisar que em Curitiba não está havendo apoio ou sequer divulgação por parte da chamada ?esquerda institucionalizada? ou ?acadêmica?. Aliás, pelo contrário: o que se vê são posturas de diferenciação, onde estas fazem questão de salientar que integravam outros atos menos críticos. Para além disso, também está presente em alguns setores desta esquerda institucionalizada a postura de condenação antecipada. Para estes, fazemos um apelo: se não vão ajudar (como sempre), por favor não piorem a situação para si mesmos, pois o momento é de se provar os laços de confiança e entender quem são os verdadeiros companheiros de luta.

Lista de presxs pelo ESTADO DE EXCEÇÃO DA FIFA/CORPORAÇÕES:

- Thiago Henrique Santos Almeida

- Abner Arias Fugaça

- Patrick Lopes Augusto

- Cleyton Rapkiewicz Calisto

- Enzo Maschio Figueredo

- Guilherme Soares

- Lucas Nascimento Zilian

- Gabriel Pimentel Freitas

- Guilherme Graciolli

- Feliphe Fernandes de Barros

- Gessica Amanda Gaspar Ramos