Curitiba

Centro de Mídia Independente

Na semana de 14 a 18 de Julho de 2014, o G.A.P. organizou uma série de eventos para colocar na agenda da militância popular o debate do BRICS e a realização da reunião desse bloco em Fortaleza sem debate com a população.
Desde 2009 os países emergentes se reúnem à criação de um bloco econômico em contraposição ao bloco estadosunidense NAFTA, OMC e outros. Os países emergentes têm em comum dívidas com os bancos internacionais BID e FMI e os altos juros cobrados que inviabilizam o avanço em infraestrutura nesses países. É um dos principais motes para criação desse bloco econômico dos países emergentes, inclusive a questão beligerante que é utilizada como pano de fundo. Brasil e Rússia assinaram em Julho de 2014 um tratado de segurança nuclear que indica claramente a retomada da corrida armamentista global. Para fomentar e viabilizar esse bloco econômico dos países emergentes, BRICS, foi criado no encontro em Fortaleza, em julho de 2014, o Banco Internacional BRICS (BIB).Toda essa articulação internacional dos representantes dos países emergentes, criadores do BRICS, jamais consultaram a população desses países, sobre aprovação do BRICS. Mesmo assim, bilhares de dólares serão depositados nesse novo banco advindo dos fundos dos impostos da população pobre desses países. É incomensurável a desassistência dos governos do BRICS em seus países sede à população pobre. Todos esses países tem em comum a precariedade em infra-estruturas básicas nas comunidades periféricas de trabalhadores resultante da corrupção em larga escala. Ainda, é flagrante na Rússia, China e Índia a negligência de direitos humanos à etnias que há décadas lutam por independência nesses países. São exemplos contemporâneos dessa tragédia humana a Chechênia, Tibet e Caxemira onde milhares de inocentes morrem em bombardeios realizados por esses governos.

Não é possível que a nação brasileira assista e apoie o massacre de crianças, mulheres e velhos inocentes sem que nada seja feito.

A iniciativa do Grupo de Autonomia Popular - GAP ? é trazer para o centro do debate as questões relacionadas às demandas nacionais exigidas pela população nas jornadas de Junho de 2013. Naquela ocasião um grito uníssono da população nas ruas pela Tarifa Zero foi ouvido pelo país inteiro, mas passado mais de um ano e nada foi executado nessa direção até agora.
Mesmo assim, o governo ao invés de atender ao clamor das ruas desviou bilhões do BNDS para criação do fundo de reserva do BIB sem que houvesse qualquer consulta pública ou diálogo com a população. Dessa maneira despótica o BRICS tem se concretizado verticalmente nos países emergentes, calam as vozes que buscam debater não a guerra, não tensionamento internacional, não envio de dinheiro público à iniciativa privada internacional, mas, a criação de educação, saúde, moradia, lazer, transporte público de qualidade sem sobretaxamento.

Na semana de 14 a 18 de Julho de 2014, o G.A.P. organizou uma série de eventos para colocar na agenda da militância popular o debate do BRICS e a realização da reunião desse bloco em Fortaleza sem debate com a população.

Fique por dentro e ajude a construir a resistência militante contra a fuga de dinheiro do povo para iniciativa privada internacional.

Avante aos que lutam!!!

?Pelo direito de ir e vir, pelo direito à cidade. Contra BRICS existir, e impor seu apartheid?

 http://anarcafeminista.blogspot.com.br/

Não poderia ser diferente. Após a enchente do dia 6/6/14 aliada a desassistência das prefeituras de Curitiba e São josé dos Pinhais, milhares de famílias resolvem a falta de ‘abrigo’ com a nova ocupação Jardim Itaqui-2, em São josé dos Pinhais. As famílias, cansadas de esperar por definições do Governo que não se concretizam, vêm de diversos bairros atingidos pelas enxurradas de Junho. São mais de 150 famílias que ocupam uma área com cerca de 50.000m² do Governo estadual, em barracos improvisados de tapumes, chapas de zinco e lonas pretas. No momento contam com a solidariedade da associação de bairro Jardim Itaqui e apoios de organizações independentes, pois o frio, a lama e a falta de todo tipo de mantimentos colocam essas famílias vulneráveis em maior risco. A polícia já esteve no local para ameaça-los, mas como existe a articulação entre as vilas e movimentos sociais a PM pouco pode fazer contra a ocupação. Contatos: Lúis 41-8739.9389 Email:: cmicuritiba@riseup.net URL:: blogs.midiaindependente.org/curitiba

Neste momento, o parcialismo das informações dadas por emissoras e jornais de propriedade de algumas famílias tradicionais induz o ódio contra os manifestantes, exaltando apenas o patrimônio (vidros quebrados e lixo queimado), rebaixando manifestantes a ?vândalos?.
Sem qualquer escrúpulo, estas mídias anulam completamente o questionamento às vidas perdidas em obras da COPA, as famílias mutiladas, os despejos, os falsos legados, superfaturamentos, a violação legislativa e constitucional, etc? Tudo em prol de interesses econômicos da FIFA/Corporações e todo o negócio formado em torno dos megaeventos e do estado de exceção que só foi possível implantar graças a anestesia proporcionada pelas festividades da COPA e sua cobertura parcialista.A informação OMITIDA é de que os manifestantes não foram presos por queimar lixo e quebrar alguns vidros, mas sim por tentar violar fronteiras de um ESTADO, um país. O Estado da FIFA e das megacorporações foi imposto inclusive fisicamente, através de zonas de exclusão onde ir e vir e outros direitos fundamentais são limitados por leis próprias que violam a constituição brasileira. Só que esta legislação de exceção extrapola inclusive a zona de exclusão no entorno dos estádios e sentimos que um estado de sítio virtual já está implantado: militares armados nas ruas, informantes à paisana infiltrados e repressão a quem ousa violar leis da FIFA/Corporações.

A única menina do grupo já está numa grande penitenciária, incomunicável. Os demais ainda estão em delegacia, presos em cela única, também incomunicáveis. Não há prisão especial nas leis de exceção criadas pela e para a FIFA. As prisões comuns no Brasil são precárias e violentas. A detenção segue sem previsão de soltura. A perspectiva é sombria: burocratas do MP-Ministério Público, concursados, preparados, bem pagos e bem alimentados farão o inferno da vida destas(es) jovens. É o mesmo MP incipiente contra as fraudes na licitação e contrato dos ônibus e que assimila despachos de um judiciário que age contra o interesse popular e até condena eventuais denunciantes. Esperamos que a Defensoria Pública, que demonstrou coragem em seu posicionamento inicial (e que já sofre críticas despolitizadas), seja capaz de fazer frente ao desafio que se avizinha.

Repassamos a lista de camaradas presos no protesto da COPA em Curitiba (16.06). É importante frisar que em Curitiba não está havendo apoio ou sequer divulgação por parte da chamada ?esquerda institucionalizada? ou ?acadêmica?. Aliás, pelo contrário: o que se vê são posturas de diferenciação, onde estas fazem questão de salientar que integravam outros atos menos críticos. Para além disso, também está presente em alguns setores desta esquerda institucionalizada a postura de condenação antecipada. Para estes, fazemos um apelo: se não vão ajudar (como sempre), por favor não piorem a situação para si mesmos, pois o momento é de se provar os laços de confiança e entender quem são os verdadeiros companheiros de luta.

Lista de presxs pelo ESTADO DE EXCEÇÃO DA FIFA/CORPORAÇÕES:

- Thiago Henrique Santos Almeida

- Abner Arias Fugaça

- Patrick Lopes Augusto

- Cleyton Rapkiewicz Calisto

- Enzo Maschio Figueredo

- Guilherme Soares

- Lucas Nascimento Zilian

- Gabriel Pimentel Freitas

- Guilherme Graciolli

- Feliphe Fernandes de Barros

- Gessica Amanda Gaspar Ramos


Anunciada, reitegração de posse, de baixo de chuva e frio, tem como destaque a força desmedida e brutalidade da PM contra famílias pobres e desarmadas.
A reitegração de posse, apesar de rápida, foi diferente da versão apresentada pela PM e grande imprensa. Deslocado um efetivo dcom mais de 1000 PMs (tropa de Choque, Rone, Cope, Cavalaria, civil), com helicoptero para monitoramento das movimentações durante a reitegração, o resultado foi prisões arbitrárias, muitos feridos com balas de borracha, muito gás lacrimogênio e de efeito moral.

Nos meios de comunicação local, a informação veiculada era que a prefeitura e o Governo atendiam a todas necessidades das famílias despejadas, com adequado transporte de seus pertences, abrigo para todas as famílias sem teto, amparo às crianças com eventuais ferimentos e em situação de abandono.

Mas o que as famílias comunicaram ao CMI, foi que nada disso aconteceu e que se tratava de propaganda estatal. A única presença do estado estava personificada na PM e que agiu conforme interesse do latifundio urbano. Ou seja, contra o interesse de mais de quatro mil pessoas assentadas na área há pelo menos três meses.

“Despejar, reintegrar a posse é a parte fácil. Difícil é encaminhar, dar destino às milhares de famílias sem teto. Por que se dá destino e viabiliza-se a Copa e não à vida dos trabalhadores que vivem e constroem a cidade?”, questiona Hudersson, um dos delegados da associação da vila Recanto da Natureza.

A maioria das famílias não tem para onde ir. A situação é degradante e é reforçada pela chegada do inverno rigoroso com chuvas e bruscas quedas na temperatura durane a noite. Como única solução às familias desabrigadas, já que houve descaso do Governador, foi reocupar a área e reerguer os barracos com o que sobrou do despejo.

“Não nos resta alternativa a nao ser reocupar a área, mesmo com toda ameaça de morte que temos sofrido pela polícia” denuncia uma mãe solteira com 5 filhos, sentada sobre as tábuas do barraco.

CMI

Numa tarde de frio e chuva desabrigados, espancadas e sem transporte público se unem contra o terceiro poder.

Uma nova visão de sistema, no Brasil, é o que urge as ruas. Nas três instâncias do poder público é flagrante a lei do mais forte na maioria dos casos.

Dia 27/5, durante toda tarde, no centro judiciário de Curitiba, antigo complexo Banestado, manifestantes de diferentes organizações protestaram contra, o que identificam como descaso Estatal com as causas populares e favorecimento das oligarquias urbana e rural.

A data foi escolhida por coincidir com o brutal despejo na comunidade ocupação Recanto da Natureza, no último dia 23/5/14; julgamento político do MPL-Curitiba, acusado de litigancia de má fé na denúncia da falaciosa licitação do trasporte coletivo; e da impossibilidade de militantes da causa feminista terem acesso aos autos de processos de agressão doméstica. Esses fatos todos em movimentação nesta semana. Um verdadeiro ataque da elite oligárquica ao povo pobre.

“Estamos em meio a uma guerra entre classes. Onde a elite economica dispõe de todas as armas e regras ao seu dispor enquanto a população pobre amarga as piores condições possíves a espera que se cumpra seu direito à vida digna”, exclama uma manifestante.

A mídia marrom se negou a laçar qualquer nota sobre o ato, mesmo ao entrar em contato com lideranças da comunidade despejada, que compunham a manifestação, ter colaborado com entrevistas.

A luta das mulheres, independente do poder judiciário boicotar informações ou não, segue a denunciar os três poderes pela negligência com as vítimas do neoliberalismo.

Segundo informações das lideranças da comunidade Recanto da Natureza, ignorando a voz de prisão dada pelos comandantes da PM, as famílias já estão reassentadas de volta no mesmo terreno: “Não temos escolha, são mais de cem famílias desabrigadas na chuva e no frio que precisamos ampará-las”.

O MPL-Curitiba, mesmo sendo autor da denúncia e da causa ter sido revertido em favor dos empresários do transporte coletivo, dá cabo às lutas ao concentrar força e esforços junto à outras organizações contra o neoliberalismo.

CMI


Em estado de alerta, a comunidade Recanto da Natureza, amanheceu em conteção na madrugada de domingo para segunda, dia 5/5. Com dois majores dos 12º e 13º batalhões na porta da vila, moradores tentaram negociar o adiamento do despejo forçado que seria feito pela tropa de choque com requintes de crueldade.


Na calada da noite …

O prazo foi estendido até a segunda feira, dia 12/5, segundo promessa verbal dos majores Carvalho (12ºB.) e Neto (13ºB.) que com truculência ameaçaram os moradores: ?Saiam até o próximo final de semana, pois voltaremos com tropa de choque, caminhões e helicóptero para executar a reitegração de posse. Não irei preso por causa de invasores?.Há três meses as famílias ocuparam o terreno de 12.000m², abandonado há mais de 30 anos e investiram o pouco que tem nas casas, em canos e fiação para estruturar as moradias nos lotes divididos segundo padrão da Cohab. Em uma semana, a coordenação da vila, cadastrou todas as 4mil pessoas e garantiu assim o controle contra especuladores que se aproveitam da ocupação.

Segundo Hudersson, líder comunitário, vários advogados passaram nesses meses pela vila, mas infelizmente o que houve foi extrosão e desaparecimento. Denuncia que foi pago para a defesa da vila aproximadamente R$ 10mil e que isso, segundo advogado foi o custo apenas pela peça do agravo contra o despejo. Os advogados não deram continuidade na parte processual.

Por correr em segredo de justiça, a comunidade ainda teve dificuldades para obter informações sobre o andamento do processo de despejo e assim foi surpreendida.

No domingo, 4/5, outro advogado protocolou o agravo a fim de adiar o despejo expedido por uma juíza; O advogado insistiu com o promotor do Ministério público estadual, sem sucesso.

O Paraná é tradicionalmente um Estado latifundiário por excelência e coleciona brutais despejos forçados inclusive responde à ONU, na comissão de direitos humanos, sobre esses os abusos.

A questão fundiária, das principais cidades do Estado, é tratada como caso de polícia. Isso demonstra a incompetência da recém criada Secretaria Especial de Assuntos Fundiários que insiste em conservar essa metodologia. A falta de projetos, a insensibilidade aliados ao completo desconhecimento da real situação das milhares de famílias trabalhadoras sem teto revela a incapacidade gestora do secretário desta pasta Hamilton Serighelli.

Esse representante oficial de Alberto Richa, governador do Estado, tem tratado essas pessoas como invasoras e desocupadas; deixa de escutar suas demandas e realiza com total injustiça e rigidez a reitegração de posse à favor da família tradicional de Pedro Raksa Nichele. Ao destacar dois batalhões e a tropa de choque para resolver o défcit habitacional, Hamilton Serighelli revela sua total inabilidade em conciliar interesses e favorece uma família rica em detrimento de milhares de famílias pobres.

A vila resiste e não sairá do terreno até que o governo trate a questão como deve ser tratada: Habitação digna para famílias de trabalhadores.

Contato: Hudersson 9719-0109

Mais um incêndio tóxico atinge a população da periferia de Curitiba na madrugada desta segunda (05) e defesa civil é negligente. O incêndio de grandes proporções gerou uma nuvem de fumaça que se espalhou por 20 bairros de Curitiba e cidades da região metropolitana na manhã desta segunda (05).

O incêndio ocorreu em um barracão de materiais recicláveis na Vila Zumbi dos Palmares, na cidade de Colombo, na região metropolitana. Foram atingidos três galpões, que somam 2,3 mil m². Desde as 3h da manhã , 5 caminhões e três viaturas leves dos Bombeiros trabalham no local, com cerca de 25 profissionais.

Os moradores buscam unidades de saúde que não tem atendido porque, segundo agentes de saúde, houve congestionamento pelo alto volume de pacientes e os postos não estavam prearados. Os principais sintomas são enjôo, desconforto, irritação nos olhos e vômitos.

Segundo os Bombeiros, no local havia uma grande quantidade de fibra de vidro.

“Quando incendiado, o material produz uma fumaça bastante incômoda para as vias respiratórias”, afirma o major Garcia Veloso, do departamento de comunicação social dos Bombeiros. “Devido a correntes de ar, a fumaça tem se espalhado por Curitiba.”

Apesar do desconforto, a névoa não oferece perigo para a população”, argumenta Wilmar Leão, da defesa civil.

O fogo, que não deixou feridos, foi controlado às 6h30. Mas a estimativa é que o incêndio apagado continue a produzir fumaça, em quantidades cada vez menores, até amanhã, dia 6/5.

Foram atingidos bairros da região leste da cidade, como Cajuru, Boa Vista, Tarumã, Juvevê, Jardim Social, Alto da Glória, Rebouças e Água Verde, além dos municípios metropolitanos de Colombo e Pinhais. Às 11h, era possível sentir cheiro de plástico queimado e ver uma tênue neblina branca no Centro de Curitiba, distante 15 km do local do incêndio.

Até as 11h30 a prefeitura não havia se pronunciado oficialmente e mais uma vez a população pobre paga com a saúde de suas famílias o favorecimento do Estado às inciativa privada.

No dia 17/9/2013 Eletrolux incendiada intoxicou grande parte dos moradores da periferia. Confira no link abaixo:

Eletrolux em chamas

Neste ano, comunidade, movimentos sociais e estudantil, organizações independentes e desempregados organizaram a manifestação do primeiro de maio na vila Jardim Itaqui. Em pauta os temas que vão da moradia digna, como precariedade no atendimento do posto de saúde e do CRASS, a crescente violência policial contra moradores e a luta pela tarifa zero no transporte coletivo.

Com histórico de brava luta pela permanência das famílias na vila e contra os despejos forçados executados pelos governos via empresas extratora de areia até milícias armadas, o primeiro de Maio teve foco no resgate dessas lutas espontâneas. As comunidades Jardim Alegria, Jardim Ipê, Jardim Cruzeiro do Sul e Jardim Itaqui reviveram através de suas falas, durante a caminhada, todo passado da organização popular que venceu interesses especulativos.

“Queremos voltar a organização popular que venceu grandes interesses privados e exigir nossos direitos ainda negligenciados pelo Estado”, convoca Claudia, coordenadora da Associação de Bairro do Jd. Itaqui.

A manifestação teve inicio na praça, onde posteriormente existiu a sede da Associação de Bairro do Jardim Alegria, derrubado com trator da prefeitura pelo ex-candidato a vereador Adilsson. Um café da manhã ajudou na integração entre os moradores das várias vilas que deram inicio as falas da plenária explicativa do ato.

A caminhada teve três paradas em locais emblemáticos da luta. Primeira parada foi na entrada do Jd. Alegria onde no ano de 2004 houve contenção dos moradores contra tentativa de despejo forçada pela policia. A fala foi um costura entre as várias lutas com o mesmo foco: Guerra entre as classes sociais.

Em frente ao comitê do vereador Fenemê, foi feita denúncia de vários figurões da política de São José dos Pinhais com a prática de compra de votos e desassistência sistemática das famílias pobres. É flagrante o favorecimento de políticos locais aos grandes empresários em detrimento das condições mínimas para uma vida razoável das comunidades. A frente feminista enfatizou o papel histórico crucial das mulheres na batalha entre classes, acusação da violência doméstica, descriminalização do direito ao aborto e classismo na luta contra o capital como pontos basilares do feminismo.

“A incapacidade de reação da sociedade perante ao episodio do namorado policial civil que espancou, algemou e disparou quatro tiros contra sua namorada de 23 anos, estudante de química da UFPR, demonstra claramente a necessidade instantânea de sensibilização da causa feminista classista no Brasil”, protestaram Cr., 17 anos, e Walkiria, 43 anos, militantes da Frente de Ação Anarca Feminista, FAAF.

A manifestação seguiu com gritos de ordem pela criação do poder popular, pela exigência de aplicação dos recursos públicos nas vilas atingidas por todo tipo de especulação imobiliária, bem como por catástrofes ambientais e contra a realização da Copa 2014 no Brasil. A última parada relembrou a grande greve americana de 1886, que resultou no assassinato dos mártires de Chicago, também do primeiro congresso da Confederação Operária Brasileira em 1906 e das greves do final dos anos 1970, no ABC paulista, que resultaram na capitulação do sindicalismo brasileiro.

O encerramento da manifestação em frente à Escola Estadual Ipê, com a ciranda embalada pela música: “Trabalhador é especial, é socialista e luta contra o capital” teve como auge a mística proposta pelo núcleo anarquista de Curitiba (NAC), onde vários retalhos coloridos foram entrelaçados em paralelo com a Whipala, bandeira repleta de cores da comunidade indígena andina Aymará em luta. Este desfecho representa o pacto entre as organizações presentes no primeiro de Maio com as comunidades local, estadual, nacional e internacional em luta contra o capitalismo.

Neste ano, comunidade, movimentos sociais e estudantil, organizações independentes e desempregados organizaram a manifestação do primeiro de maio na vila Jardim Itaqui. Em pauta os temas que vão da moradia digna, como precariedade no atendimento do posto de saúde e do CRASS, a crescente violência policial contra moradores e a luta pela tarifa zero no transporte coletivo.

Com histórico de brava luta pela permanência das famílias na vila e contra os despejos forçados executados pelos governos via empresas extratora de areia até milícias armadas, o primeiro de Maio teve foco no resgate dessas lutas espontâneas. As comunidades Jardim Alegria, Jardim Ipê, Jardim Cruzeiro do Sul e Jardim Itaqui reviveram através de suas falas, durante a caminhada, todo passado da organização popular que venceu interesses especulativos.

“Queremos voltar a organização popular que venceu grandes interesses privados e exigir nossos direitos ainda negligenciados pelo Estado”, convoca Claudia, coordenadora da Associação de Bairro do Jd. Itaqui.

A manifestação teve inicio na praça, onde posteriormente existiu a sede da Associação de Bairro do Jardim Alegria, derrubado com trator da prefeitura pelo ex-candidato a vereador Adilsson. Um café da manhã ajudou na integração entre os moradores das várias vilas que deram inicio as falas da plenária explicativa do ato.

A caminhada teve três paradas em locais emblemáticos da luta. Primeira parada foi na entrada do Jd. Alegria onde no ano de 2004 houve contenção dos moradores contra tentativa de despejo forçada pela policia. A fala foi um costura entre as várias lutas com o mesmo foco: Guerra entre as classes sociais.

Em frente ao comitê do vereador Fenemê, foi feita denúncia de vários figurões da política de São José dos Pinhais com a prática de compra de votos e desassistência sistemática das famílias pobres. É flagrante o favorecimento de políticos locais aos grandes empresários em detrimento das condições mínimas para uma vida razoável das comunidades. A frente feminista enfatizou o papel histórico crucial das mulheres na batalha entre classes, acusação da violência doméstica, descriminalização do direito ao aborto e classismo na luta contra o capital como pontos basilares do feminismo.

“A incapacidade de reação da sociedade perante ao episodio do namorado policial civil que espancou, algemou e disparou quatro tiros contra sua namorada de 23 anos, estudante de química da UFPR, demonstra claramente a necessidade instantânea de sensibilização da causa feminista classista no Brasil”, protestaram Cr., 17 anos, e Walkiria, 43 anos, militantes da Frente de Ação Anarca Feminista, FAAF.

A manifestação seguiu com gritos de ordem pela criação do poder popular, pela exigência de aplicação dos recursos públicos nas vilas atingidas por todo tipo de especulação imobiliária, bem como por catástrofes ambientais e contra a realização da Copa 2014 no Brasil. A última parada relembrou a grande greve americana de 1886, que resultou no assassinato dos mártires de Chicago, também do primeiro congresso da Confederação Operária Brasileira em 1906 e das greves do final dos anos 1970, no ABC paulista, que resultaram na capitulação do sindicalismo brasileiro.

O encerramento da manifestação em frente à Escola Estadual Ipê, com a ciranda embalada pela música: “Trabalhador é especial, é socialista e luta contra o capital” teve como auge a mística proposta pelo núcleo anarquista de Curitiba (NAC), onde vários retalhos coloridos foram entrelaçados em paralelo com a Whipala, bandeira repleta de cores da comunidade indígena andina Aymará em luta. Este desfecho representa o pacto entre as organizações presentes no primeiro de Maio com as comunidades local, estadual, nacional e internacional em luta contra o capitalismo.

Nesse ano de 2014, temos assistido a uma explosão de greves pelo Paraná inteiro. As mobilizações sindicais tem tido aderência que há anos deixavam de acontecer.

As passeatas têm alcançado números superiores aos milhares, acampamentos nas prefeituras e câmara dos vereadores tem se estendido ao prazo inicial e cresce a sensação de força proletária entre os trabalhadores.

Mas se tivermos paciência e observarmos mais de perto a situação é um pouco diferente. Os avanços para a classe proletária que essas mobilizações têm gerado são mínimos, a própria pauta reivindicatória é magra e esvaziada. Dum processo que tem sido crescente entre a classe trabalhadora o mínimo a se esperar são os avanços das pautas.

A luta tem estado latente nas veias dos trabalhadores. O ânimo e vitalidade para luta há décadas não aparecia. Infelizmente os sindicatos, que no Brasil, bastou uma dúzia de anos para que um movimento nascido de ações espontâneas e maciças dos proletários mudasse completamente de características, mais uma vez não tem acompanhado essas mudanças proletárias.

Vale recordar que no final dos anos 1970, precisamente quando a esquerda brasileira parecia ter chegado a um grau máximo de extrema desorganização, incapacitada pelos seus erros e pela violência repressiva do Estado, o operário das grandes cidades industriais lançou-se num surto de greves e alterou completamente os dados do problema.

Essa iniciativa e novas formas independentes de organização popular levaram o regime militar a ceder e a preparar a transição para os governos civis, deixando pra trás velhos políticos profissionais do varguismo. Como é possível agora, com toda infra-estrutura material e financeira que deveriam facilitar a luta e as ações, os sindicalistas se encontrem desnorteados para a ruptura do velho modo de negociatas?

Em nossa análise, trata-se de uma crise de objetivos: ou os sindicatos se transformam plenamente numa mera administração de investimentos capitalistas, fundos de pensão e outros serviços; ou os sindicatos pretendem continuar a desempenhar um papel nas lutas dos trabalhadores. A crise atual dos sindicatos é a crise do duplo discurso.

A atuação sindical adaptada às novas circunstâncias, após as Jornadas de Junho de 2013, seria um comprometimento autêntico para com a classe operária na busca pela ruptura com o capital.

Hoje a greve não passa de um círculo vicioso. O trabalhador exige aumento de salário para responder à carestia de vida causada pela especulação. O especulador responde ao aumento do preço dessa mão-de-obra com aumento dos preços dos produtos. E assim os salários e os produtos sobem sem parar.

Desconverter a centralização e o autoritarismo proposto pelo Estado são os propósitos centrais da luta proletária. A organização sem hierarquias, ou seja, a classe trabalhadora deve dispor livremente de seus instrumentos de trabalho, possuí-los em condições de trocar seus produtos ao preço de custo, para que exista a reciprocidade de serviços entre os trabalhadores das diferentes especialidades.

As greves, a partir de então, não serão mais meras ferramentas de insignificantes melhorias salariais e de trabalho. A greve é instrumento para agrupar trabalhadores em solidariedade a fim da reorganização das forças revolucionárias do trabalho, questão prévia a qualquer reforma social.

Fonte: CMI

http://anarcafeminista.blogspot.com.br/